VELOCIDADE - Coincidências da F-1 e MotoGP
Hoje é dia de Fórmula 1, na França, e o Mundial de Motovelocidade, no Brasil. De um lado, o hexacampeão mundial Michael Schumacher e, de outro, o tricampeão Valentino Rossi. Entre as vitórias destes, a torcida brasileira para Rubens Barrichello e Alexandre Barros.
De certa forma é interessante o desenrolar destas duas modalidades. Na F-1 o alemão é insuperável, tendo vencido oito das sete etapas disputadas. Nas duas rodas, o italiano Rossi dominava a categoria com a Yamaha e este ano foi para a Honda. Ele divide a liderança da MotoGP com o espanhol Sete Gibernau.
Se na F-1 não existe piloto hoje para bater Schumacher, o mesmo acontece, em uma menor proporção, na motovelocidade, para com Rossi. São dois pilotos que são referências mundiais de capacidade, técnica, arrojo e às vezes uma boa dose de sorte.
Por outro lado, os brasileiros destas duas categorias, apesar da torcida brasileira, não conseguem ser unanimidade nacional. Barrichello ainda tem a desculpa de ser o segundo piloto da Ferrari, onde as maiores atenções são para Schumacher. Quando dá, e isso não é sempre que acontece, ele consegue uma vitória.
Já Alexandre Barros, o piloto que há mais tempo compete na MotoGP (ex-500cc), não consegue se firmar entre os grandes nomes. Nos anos passados ele competia pela Honda. Em 2003 foi piloto oficial de fábrica mas mesmo assim não conseguiu nada mais que um modesto nono lugar, dividido com o japonês Shinya Nakano. Valentino Rossi, pela Yamaha, conquistou o tricampeonato com nove vitórias em 16 etapas.
Este ano ambos trocaram de lado e, em seis corridas, Rossi ganhou quatro e o espanhol Sete Gibernau, duas, e ambos dividem a liderança com 126 pontos. Barros ocupa a sétima posição, com 48 pontos. Não dá para entender (ou dá). Se no ano passado a melhor moto era a de Rossi e hoje a mesma está com Barros, porque o brasileiro não consegue manter uma regularidade e vencer corridas. Está certo que ele tem problemas físicos, mas este ano tinha que ser o da afirmação. Parece que não.
Assim como Rubinho, Barros tende a ficar entre os melhores, mas sem aquela estrêla dos grandes campeões.
- O que está havendo com as categorias de base do Brasil. Na última etapa da Fórmula Renault, dia 20 de junho, em Campo Grande (MS), apenas 17 carros no grid. No ano passado eram 33. Os custos estão muito altos? O que está impedindo um número maior de pilotos nesta categoria que surgiu com tanta pompa?
- Já o Sul-Americano de F-3, que na verdade há alguns anos não passa de um campeonato brasileiro, a situação é pior ainda. Na corrida de domingo passado, na Argentina, apenas dez carros alinharam. Porque em outros países a F-3 é forte e aqui a cada ano a situação piora? Basta ver que muitos pilotos preferem correr lá fora do que na nossa F-3. A situação está feia.





