VELOCIDADE - Cadê a torcida?
Mesmo sendo referência no automobilismo em termos nacionais, Londrina não consegue arrastar uma grande quantidade de pessoas para o autódromo, quando ocorrem provas regionais. O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebe milhares de pessoas durante provas de Stock Car e Fórmula Truck, porém quando acontecem disputas do Campeonato Metropolitano são poucos os que se deslocam até o local para prestigiar o evento.
Para alguns pilotos, o principal motivo para a ausência de torcida é a falta de estrutura confortável, como arquibancadas e banheiros. Outra falha grave é o desenho do traçado, que oferece baixa visibilidade em alguns pontos.
O presidente do Automóvel Clube do Café (ACC), Robson Ranieri, tem uma justificativa para o problema: o automobilismo não é a praia do londrinense. Ranieri conta que desde o ano passado, o ACC está investindo em publicidade, mas não obtém retorno. Revertemos renda para o Hospital do Câncer, trouxemos Classic Cup e nada. Acho que não é a cultura local.
Mesmo pouco prestigiado, o automobilismo regional conta com seus abnegados, que participam do campeonato como uma espécie de lazer. É o caso dos irmãos Renan e Juliano Pires Ribeirete, que montaram uma equipe própria para disputa da categoria Speed Fusca Marcas e Fórmula Spyder são as outras categorias que integram o Metropolitano.
● Órgão que organiza as atividades de automobilismo em Londrina, incluindo a definição de calendário
● Inaugurado em 1992, pista tem largura entre 12 e 15 metros, além de áreas de escape





