VELOCIDADE - Brasil ganha mais um autódromo. Isso é bom
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sábado, 04 de agosto de 2001
Alberto Macedo 
A inauguração hoje do Autódromo Internacional de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, chega em boa hora, uma vez que há alguns anos o Estado tem revelado um grande número de pilotos para o automobilismo brasileiro. E, mais do que isso, é importante dar um toque de modernidade em relação aos circuitos já existentes, fazendo com que aquele que puder oferecer melhores condições, tenha todas as categorias no calendário. A pista sul-mato-grossense é a 12ª no Brasil e, com certeza, no próximo ano, se um campeonato tiver 12 etapas dá para fazer uma em cada local. Mas certamente não será assim.
Os requisitos para uma pista ser bem aceita tanto por parte de pilotos e equipes, como dos patrocinadores do evento, depende do que ela pode oferecer em relação a segurança, principalmente, e ao público. Hoje temos categorias como a Stock Car, por exemplo, que só corre em circuito com amplas áreas de escape, além da Fórmula Chevrolet, Fórmula 3, Fórmula Truck, Fórmula Júnior, Pick-Up Racing, Ford Fiesta e a Brascar/Endurance. Por isso mesmo é bom os administradores de autódromo ficarem ligados. Não se pode perder um destes eventos em uma época tão carente de grandes corridas.
Já estamos no segundo semestre de 2001 e os principais campeonatos de automobilismo do Brasil estão passando da metade, não existindo até o momento grandes disputas pela liderança. À excessão da Fórmula 3 sul-americana, onde o gaúcho Juliano Moro, com 56 pontos, luta com o paulista Ângelo Serafin, que tem 50, nas demais categorias a situação é diferente.
Na Stock Car, a liderança até certo ponto tranquila é de Chico Serra, com 80, seguido de Ingo Hoffmann, com 59; na Stock Car Light, o curitibano Thiago Marques tem 75 contra 45 do pernambucano Bruno Santos; na F-Chevrolet, a vantagem do carioca Roberto Streit para o sul-matogrossense é de 36 pontos (97 a 61); e na Fórmula Truck, o paulista Renato Martins somou até agora 78 pontos, enquanto o vice, Beto Napolitano, tem 55.
- Nelsinho Piquet faz hoje sua estréia na Fórmula 3 sul-americana correndo em casa (Brasília) e na equipe do pai. Tem tudo para se dar bem, afinal, Nelson Piquet não ia lançar um time apenas para mostrar seu filho. Se tiver talento terá um belo caminho pela frente.
- No meu comentário do último dia 22 de julho, falei do sucesso das provas de motos e do grande número de pilotos que participam das provas em várias regiões do Paraná, menos no Norte. O Trail Clube de Londrina me enviou um fax e disse que a situação não era bem assim. Vamos falar deste assunto mais para frente.


