São Paulo - Nas recentes contratações dos times brasileiros, velhos conhecidos. Uma das soluções para enfrentar o mercado inflacionado dos craques é repatriar jogadores experientes. Casos de Amoroso, Giovanni e Juninho Paulista, que reforçam São Paulo, Santos e Palmeiras. Entre novos e velhos, 349 jogadores voltaram ao Brasil até julho, de acordo com a CBF.
''É uma solução viável a médio e pequeno prazo'', explica Salvador Hugo Palaia, diretor de futebol do Palmeiras. ''Fica mais fácil trazer um jogador quando ele já atingiu objetivos, montou sua carreira internacional e ganhou dinheiro.''
Juvenal Juvêncio, diretor de futebol do São Paulo, vê os ''estrangeiros'' como solução para outro problema. ''Como depois de sete partidas o atleta não pode jogar em outro time, fica difícil achar jogador aqui.''
Amoroso veio para o São Paulo depois de uma passagem frustrada pelo Málaga, da Espanha. Bastou a atuação em seu jogo de estréia, contra o River Plate, na semifinal da Libertadores, para mostrar que, aos 31 anos, ainda desequilibrava. Na decisão com o Atlético-PR, foi considerado o melhor em campo. ''O São Paulo acreditou no meu futebol, confiou em mim e só tenho a agradecer.''
Juninho também não teve boas lembranças de seus últimos tempos na Europa. Foi pouco utilizado no Celtic, da Escócia, e desembarcou no Palmeiras em maio, para dar jeito no meio de campo do time. Com 32 anos, ''mas com espírito de 23'', tem agradado e é titular do time de Emerson Leão.
A volta de Giovanni, 33 anos, foi um pouco diferente. Ídolo e campeão pelo Olympiakos, da Grécia, voltou ao time que ajudou a ser vice-campeão brasileiro, em 1995, época de vacas magras para o Santos. No clássico contra o Corinthians, vencido por 4 a 2, ofuscou o retorno de Robinho com uma belíssima atuação.
Um dos últimos repatriados é o centroavante Christian, 30 anos, que estava no Japão e passou a ocupar o lugar de Luizão no ataque do São Paulo. (A.E.)

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