Paraguaio e Marcelo Silva. A dupla de atacantes que fez sucesso no Campeonato Paranaense deste ano é a principal arma alviceleste amanhã à tarde, às 16 horas, contra o Paulista, em Jundiaí. Sem o artilheiro Anderson Lobão (suspenso), o técnico Roberto Fernandes decidiu apostar no entrosamento da dupla que marcou 12 gols no certame estadual. Na Série B, já provaram que o time não costuma perder com os dois em campo. Foram decisivos nas goleadas (ambas por 4 a 2) contra Portuguesa e Anapolina, marcando cinco dois oito gols da equipe.
As principais mudanças foram confirmadas no coletivo apronto de ontem à tarde, no Vitorino Gonçalves Dias. Marcelo é titular desde o início, já Paraguaio foi paciente ao suportar os prejuízos de duas contusões quase que consecutivas. ''Graças a Deus a oportunidade apareceu novamente. Estou com a confiança que sempre tive. No Paranaense, tive que entrar aos poucos para conquistar um lugar no time, e agora no Brasileiro vou continuar trabalhando para ser titular'', disse o atacante, principal artilheiro do LEC na temporada com 11 gols.
A opção por Paraguaio é simples de explicar. Como o ex-titular Fumaça (seis gols) não atravessa um momento produtivo, Fernandes decidiu aliar a motivação de quem sai do banco de reservas às circustâncias do jogo. ''O Fumaça não vinha rendendo bem nos últimos jogos. Além de ser o artilheiro do time na temporada, o Paraguaio se encaixa melhor na proposta de jogo que é jogar com velocidade nos contra-ataques'', afirmou o treinador.
A preocupação que mais incomoda, no entanto, é com o sistema defensivo. Sem o capitão Dário (suspenso), sem o zagueiro André Turatto (lesionado), Fernandes optou em armar um time mais cauteloso para jogar em Jundiaí. A novidade é a entrada do prata-da-casa Réferson, destaque dos juniores, que é zagueiro de origem, mas vai atuar como primeiro volante amanhã. Em alguns momentos do jogo deve atuar ainda como terceiro zagueiro, já que terá a função de marcar individualmente um atacante adversário.
Réferson, 20 anos, natural de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina), enfrenta com naturalidade seu primeiro real desafio na competição contra o América-MG, sua estréia, jogou apenas os 15 minutos finais. ''Pra mim isso é normal. A gente tem trabalhado bem durante o ano, e acredito que chegou o meu momento'', falou.

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