Rio - Alguns dos principais velejadores brasileiros voltaram a demonstrar preocupação com a condição das águas da Baía de Guanabara, no Rio, que receberá as competições de vela nos Jogos Olímpicos de 2016. Eles consideram que a poluição da água poderá trazer problemas para a navegação e até riscos à saúde dos atletas.
A preocupação foi externada na manhã desta terça-feira, no Rio Yacht Club, em Niterói, durante a apresentação da equipe brasileira que irá participar na próxima semana do Aquece Rio International, primeiro dos dois eventos-teste que serão realizados na Baía de Guanabara em preparação à Olimpíada de 2016. A competição, que acontece de 2 a 9 de agosto, deverá reunir 320 atletas de 34 países.
"É um problema recorrente e, por isso, estamos mais acostumados do que os outros. Não é uma boa imagem para a gente. Gostaríamos de ver isso solucionado da melhor forma possível", disse o medalhista olímpico Torben Grael, que hoje é o chefe da equipe brasileira. "Em algumas classes, os barcos são muito rápidos, é muito difícil você ver o lixo que está submerso, e se você pegar alguma coisa grande prejudica a performance de maneira relevante."
Robert Scheidt, outro medalhista olímpico da vela brasileira, afirmou que não houve problemas na última semana, quando ele treinou na Baía de Guanabara e participou de uma competição no local. Mas alertou que será preciso condições climáticas adequadas para que o evento-teste transcorra sem problemas. "Podem acontecer (problemas) caso chova muito. Quando a maré vem de dentro pra fora da Baía de Guanabara pode trazer muitos sacos de lixo e isso atrapalha", disse o astro da classe Laser.
Ele, contudo, mostrou-se otimista para os Jogos Olímpicos. "Acho que as medidas já estão sendo tomadas. A baía está melhorando aos poucos, mas ainda temos um longo trabalho a fazer para estar perfeito para a Olimpíada de 2016", avaliou Scheidt, que destacou o fato de que a Olimpíada acontecerá na época do inverno, quando a incidência de chuva é menor.

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