São Paulo - São e-mails de todas as partes do mundo, com ''lobos-do-mar'' querendo fazer parte da tripulação do barco brasileiro, na maior e mais tradicional regata de volta ao mundo que será disputada entre novembro de 2005 e junho de 2006. A principal motivação? Torben Grael, já considerado um dos maiores velejadores da história. Será ele o skipper, ou comandante, cargo que aceitou apenas sob a condição de que terá toda a estrutura disponível para brigar pela vitória.
Alan Adler assumiu a coordenação geral do projeto ''Brasil 1'', orçado em US$ 15,8 milhões para a participação na Volvo Ocean Race, e também recebe propostas e currículos de interessados que também dão volta ao mundo, de conhecidos ou não, formais ou bem-humorados. Vêm da Sardenha, na Itália, Cape Town, na África do Sul, e Auckland, na Nova Zelândia, chegam do Havaí, Estados Unidos...
A seleção dos dez membros da equipe que passará alguns meses no mar, confinada no barco ou em paradas em cidades consideradas ''esquinas do mundo'' depois de cada ''perna'', ou etapa, não é nada simples. A análise necessariamente passa pelas qualidades técnicas de cada um e sua utilidade na tripulação, pela experiência, pela capacidade de trabalho em grupo. Não há prazo, mas Torben que, só ele, recebeu pelo menos 50 e-mails sondando possibilidade de vaga diz que essa escolha tem de ser o mais rápida possível. Quem sabe até o fim do mês? Afinal, o barco já está passando da fase dos moldes, em Indaiatuba.
A previsão é de que 55 canais de tevê transmitam a regata, que deverá ter 2 bilhões de telespectadores na audiência acumulada.

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