O técnico argentino Julio Velasco, que levou a seleção masculina de vôlei da Itália ao bi mundial e ao hexa da liga, tem outro desafio ainda maior na carreira: transformar a seleção feminina italiana numa equipe competitiva. Para isso, o treinador fez uma série de exigências e ainda não sabe se dirigirá a equipe no Campeonato Mundial do Japão, em novembro.
‘‘O vôlei feminino na Itália está num nível técnico muito distante das principais seleções do mundo’’, diz Velasco, que está passando férias no Brasil. ‘‘Temos de tomar algumas medidas para deixar a equipe mais competitiva a médio e a longo prazos.’’
A proposta mais polêmica feita pelo treinador à Federação Italiana de Vôlei (Fipav) é a criação de uma equipe, denominada Clube Itália, que reuniria as melhores jogadoras de 18 a 20 anos do país. Ele quer investir em uma nova geração de atletas, visando a Olimpíada de Sydney, em 2000, e o Campeonato Mundial de 2002. O assunto está sendo estudado pela Fipav. O treinador tem contrato com a entidade até maio, quando discutirá a renovação a partir da aceitação de seu plano de trabalho.
Velasco está desde sexta-feira no Rio, onde assistirá aos desfiles das escolas de samba. Ele segue depois para Natal. O treinador passou alguns dias em São Paulo, visitando parentes. Aproveitou para ver a partida entre BCN e Leites Nestlé, quarta-feira, em Osasco, e para acompanhar um treino do Mappin, no Esporte Clube Pinheiros. ‘‘Foram minhas únicas preocupações com o vôlei’’, garante o técnico. ‘‘Estou no Brasil de férias e quero aproveitar para descansar.’’
O treinador argentino, que ganhou a cidadania italiana por causa dos excelentes resultados obtidos pela seleção masculina de vôlei, está desde o ano passado no comando da equipe feminina. No fim de janeiro, ele conseguiu a classificação do time para o Mundial do Japão, vencendo as seletivas, em casa. O único título que Velasco não conquistou à frente da seleção masculina da Itália foi o olímpico.

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