Todo o elenco do Campos do Conde/Sercomtel/Londrina compareceu à redação da Folha ontem para protestar contra a demissão do técnico Ênio Vecchi, ocorrida na segunda-feira, e contra os salários atrasados. Junto com os atletas estavam o próprio treinador demitido.
''O que foi feito já foi. Queremos agora é receber o que é nosso e tocar a nossa vida'', afirmou o ala Rodrigo Santana, o Ratinho.
Os principais jogadores do elenco estão com mais de quatro meses de salários atrasados. Segundo os próprios atletas, do dinheiro que deveriam ter recebido até hoje, eles embolsaram apenas 20%, em média. Uns mais, outros menos.
Eles se reuniram com a direção da Conde Desenvolvimento, principal patrocinadora do time, para tentar viabilizar o pagamento do valor referente à cota de patrocínio diretamente aos jogadores, para quitar parte da dívida do clube.
Ênio Vecchi evitou criticar a direção da ADL, mas se msotrou bastante insatisfeito com a situação. Ele foi acusado pela direção da ADL de comandar uma deserção visando a criação de um novo clube na cidade. ''Já que eles nos deram essa ideia, é o que vamos fazer. Gente competente e interessada não falta'', disse o treinador, que teria recebido a notícia da própria demissão na rua. ''Todos criaram raízes em Londrina, gostam daqui e querem o bem do basquete local'', continuou.
Segundo os próprios atletas, houve uma reunião entre diretoria, patrocinador e elenco no sábado, para discutir a continuidade do trabalho. Todos ficaram supresos com a demissão do técnico e com a reformulação prometida pela diretoria da ADL.
Quem também se revoltou com a reviravolta no basquete londrinense foi Artur Barbosa, irmão do ala-armador Leandrinho, do Phoenix Suns, e pai do ala Eduardo Barbosa. ''Não sei o que aconteceu, mas é preciso sentar, conversar e repensar isso pelo bem do basquete londrinense. Diante de tudo o que aconteceu, o Ênio e os jogadores foram heróis. Fico receoso com o basquete de Londrina'', reprovou Artur. (T.M.)

mockup