Vecchi aposta em pupilos na final do Novo Basquete
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sábado, 27 de junho de 2009
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Neste domingo, às 10 horas, quando entrarem em quadra Flamengo e Universo/Brasília para o quinto e decisivo jogo da final do Novo Basquete Brasileiro (NBB), no Rio de Janeiro, o técnico Enio Vecchi (que comandou o time de Londrina por nove anos e pode voltar este ano à cidade) estará ligado na tela e com o ''coração'' pendendo para o lado dos rubro-negros.
Mas não porque Vecchi goste do Flamengo ou da forma de jogar dos cariocas. Pelo contrário: o tipo de jogo do campeão brasileiro, que privilegia o ataque e placares elásticos, em detrimento da defesa, não faz o tipo do treinador, que sempre se identificou com equipes aguerridas, que usem defesa forte e contra-ataque rápido.
Nesse sentido, Vecchi se identicaria mais com o Brasília, que herdou do extinto COC/Ribeirão Preto o jogo pautado pela eficiência e pela defesa. Isso porque Lula Ferreira (ex-técnico da seleção e do Ribeirão durante muitos anos), hoje comanda o Brasília e levou consigo atletas que fizeram história consigo na equipe paulista: casos dos alas Alex e Arthur e do pivô Márcio Cipriano.
O motivo que leva Vecchi a esperar hoje por uma vitória do Flamengo é que do lado rubro-negro estarão sete atletas que passaram pelas suas mãos e se tornaram conhecidos no País após despontarem no Londrina. Cinco jogaram juntos e se notabilizaram em 2003, ano em que o Londrina surpreendeu os grandes e terminou o Nacional da CBB em 5º lugar. São eles o armador Hélio, os alas Duda, Fernando Mineiro e Jefferson William e o pivô Coloneze. Os cinco jogam a maior parte do tempo pelo Flamengo e completam o time, que tem como titulares absolutos o cestinha Marcelinho e o pivô Rafael Baby. Outro destaque é o armador Fred.
''Tenho uma simpatia muito grande por esses atletas que lutaram comigo em 2003 e agora aparecem para todo o País no Flamengo. Torço muito por eles'', confessou Vecchi, lembrando de outras duas ''peças'' do time carioca que também estiveram sob o seu comando no Londrina em anos anteriores: o pivô Alírio e o armador Daniel.
Analisando tecnicamente o confronto de hoje, Vecchi não faz prognósticos e prevê grande equilíbrio. ''A qualidade técnica dos dois times vem impressionando e ambos provaram que conseguem vencer na casa do rival, o que demonstra a personalidade dos elencos. Há uma ligeira vantagem para o Flamengo por atuar no seu ginásio, que deverá estar lotado'', opina o treinador, que esteve as duas últimas temporadas em Vitória, treinando o Saldanha da Gama-ES.
Os grandes públicos nos quatro jogos da final (média de 12.140 pagantes por partida) demostram ''o bom momento pelo qual passa o basquete brasileiro'', afirma Enio Vecchi.


