Vasser vê Ganassi com grandes chances no Rio
Rio, 12 (AE) - O norte-americano Jimmy Vasser, campeão do mundo em 1997 e vice-campeão no ano passado, admitiu hoje o favoritismo de sua equipe, a Target Honda, no GP Rio de Fórmula Indy, sábado, no Autódromo Nelson Piquet. O atual líder do campeonato, o colombiano Juan Montoya, é parceiro de Vasser na Target Honda. "Nós temos carros muito possantes, o que é ótimo em circuitos de retas longas, como o do Rio, e acredito que as chances de vitória sejam muito boas", declarou Vasser.
O piloto fez apenas uma ressalva ao circuito Émerson Fittipaldi. "No ano passado, deu para perceber que o oval daqui era muito ondulado, o que o torna irregular, e isso sempre prejudica", disse. Desde então, não houve nenhuma reforma no circuito. Vasser passou parte do dia de hoje nos boxes ajustando o carro e, muito simpático, atendeu os fãs e conversou com vários pilotos.
Ele disse que o GP no Rio é motivado pelo clima "diferente" da cidade, "com muitas mulheres bonitas ao redor". Vasser elogiou a promoção do GP, "o que aumenta a expectativa de uma prova emocionante". Ele atribuiu toda a badalação em torno do evento ao empenho de Émerson Fittipaldi.
Amanhã pela manhã, começam os treinos livres para o GP. Os treinos classificatórios vão ocorrer sexta-feira à tarde. O piloto Gil de Ferran, da Honda, foi o mais assediado entre os brasileiros no autódromo. Ele espera que não se repitam os problemas de seu carro na última prova, em 2 de maio, nos Estados Unidos, quando foi obrigado a abandonar a corrida. Ferran também exultou com o GP Rio ao afirmar ser "ótimo aproximar o automobilismo dos cariocas".
Nas últimas três provas no Rio, Ferran não teve sorte. Em 1996
o piloto liderava a prova, quando acabou o combustível de seu carro. No ano seguinte, aconteceu o mesmo no momento em que ele alcançava a quarta posição. Em 1998, envolveu-se em acidente com Paul Tracy. Ele disputava a segunda colocação. "Realmente ainda não tive sorte no Rio, mas estou otimista e achando que há um astral favorável aos pilotos brasileiros na prova", observou.
Luiz Garcia Jr, rodeado por integrantes de sua equipe, a Payton-Coyne, estava hoje mais otimista que na véspera. "Meu motor Ford é forte e se dará bem nas retas longas do oval."
Orações - O padre Phil De Rea, capelão que acompanha a Fórmula Indy desde 1991, parecia radiante com a movimentação que antecede o GP. "Isso aqui me lembra o carnaval que vejo pela tevê", disse. "Nas outras provas, a gente chega na sexta-feira ao circuito e sai no domingo, após as corridas, meio que burocraticamente."
De Rea, de 57 anos, vem pela primeira vez ao Rio, mas é velho conhecido dos brasileiros de Boa Vista, capital de Roraima, onde desenvolve um trabalho de ajuda aos ianomâmis, com o auxílio de padres brasileiros. "Faço distribuição de alimentos a populações ribeirinhas da Amazônia", revelou.
O capelão reza duas ou três missas nas semanas em que são realizadas as provas da Fórmula Indy. No dia da corrida, ele ora para pedir proteção aos pilotos. De Rea é da Ordem da Missão do Sagrado Coração.





