Rio, 07 (AE) - A diretoria do Vasco suspendeu hoje, por dez dias, o atacante Edmundo por causa da sua recusa em participar do jogo contra o Palmeiras, no sábado. Sem ambiente, desde a chegada de Romário, Edmundo dificilmente continuará no clube. O presidente do Vasco, Antônio Soares Calçada, informou que vende o passe do jogador a qualquer clube que pagar US$ 15 milhões ou US$ 7,5 milhões pelo empréstimo.
Em entrevista por telefone, o atacante disse, hoje, que não há nenhum acerto para uma possível transferência de time." Só volto a jogar pelo Vasco se eu for o capitão do time", garantiu. O jogador reafirmou que se sentiu desprestigiado quando a braçadeira foi passada a Romário. "É como se eu fosse um jornalista importante e depois de ficar três dias parado por causa de uma doença, voltasse à empresa como office-boy", comparou. Edmundo reconheceu que o seu futuro depende da diretoria vascaína. "Jogador de futebol é um escravo", disse. "Vou fazer o que eles mandarem", completou.
Calçada disse que se o jogador não tiver vontade de ficar no time, vai vendê-lo. "Ele só não pode querer autodenominar-se capitão porque esta decisão é da diretoria e da comissão técnica". O presidente explicou que decidiu tornar Romário capitão porque Edmundo não vinha demonstrando interesse em ficar no Vasco. "Chegamos a liberá-lo para a Lazio, mas a negociação não se concretizou", contou. O presidente vai esperar a chegada do vice-presidente Eurico Miranda, que está em Miami e deve retornar no fim da semana, para decidir o destino do atacante vascaíno.
O supervisor de futebol Isaías Tinoco comunicou a suspensão ao jogador na parte da tarde, quando o jogador foi até São Januário
onde ficou por cerca de 20 minutos.
Edmundo reafirmou que não volta a jogar pelo Vasco se não lhe devolverem a braçadeira de capitão. "É óbvio que estou me sentindo desprestigiado, pois a braçadeira foi passada a um jogador que acaba de chegar ao clube."