Vasco quer marcar muitos gols no primeiro jogo com Barcelona
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segunda-feira, 10 de agosto de 1998
Agência Estado 
A partida de amanhã contra o Barcelona, do Equador, pelas finais da Taça Libertadores da América, em São Januário, está tirando o sono de todos no Vasco. Do presidente ao bilheteiro. Por ser a primeira partida - a segunda será dia 26, em Guaiaquil - todos no Vasco estão conscientes da necessidade de fazer o maior número de gols, para poder chegar ao Equador com mais tranquilidade. Para isso, o time está concentrado desde a última sexta-feira, num hotel de luxo, na zona sul carioca. A conquista da Libertadores, no ano do centenário do clube, virou idéia fixa no clube, pois levará o time a Tóquio, em dezembro, para disputar o título de Campeão Mundial Interclubes contra o Real Madrid. Título que só o arqui-rival, Flamengo, tem no Rio.
O técnico Antônio Lopes gravou em vídeo as partidas do Barcelona contra o Cerro Porte¤o, pelas semifinais da Libertadores, e está seguro de como os equatorianos jogarão. Nessas competições, todos os times, quando jogam fora de casa, se fecham na defesa; e eles não serão diferentes, previu. Lopes adiantou que seu adversário de quarta-feira joga num fechado 5-3-2 e, por isso, vem treinando exaustivamente jogadas de bola parada, como escanteios e faltas. A exemplo da Copa do Mundo, em que a final foi decidida em bolas paradas, nós poderemos levar vantagem nessas jogadas, disse Juninho, que fez o gol - de falta, contra o River Plate - que classificou o Vasco para a decisão da Libertadores.
Lopes não terá nenhum problema para quarta-feira, e repetirá a escalação que goleou o América-MG (5 a 1), pelo Brasileiro. O único titular ausente será o lateral-direito Vítor, mas seu substituto, Vágner, tem atuado tão bem que até o resguardado Lopes procura lembrá-lo para a seleção brasileira. As laterais também foram bem exploradas por Lopes, que não abre mão das triangulações de Felipe e Pedrinho pela esquerda, e Vágner, Juninho e Donizete pela direita.
O Barcelona está dando igual importância à conquista do título. Uma demonstração disso é que o time chegou ao Rio domingo, num avião cedido pela presidência daquele país. O técnico Rubén Insúa, no desembarque, deixou bem claro sua intenção. Não nos conformamos em termos chegado às finais; só estaremos satisfeitos quando dermos a volta olímpica no Equador. Seu time se arma com apenas dois homens no ataque, o colombiano De Ávila e Asencio, jogando abertos nas costas dos laterais. O argentino Morales, único a despertar a atenção de Lopes, por ser habilidoso, chega de trás fazendo o contato com os atacantes. Nas jogadas de escanteio, nada menos que oito homens se postam na área; por isso, Lopes determinou que Juninho e Pedrinho, responsáveis por essas cobranças, devem bater todos os tiros curtos.


