Vasco não quer saber de festa atleticana
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A diretoria vascaína tirou mais uma carta da manga para evitar a festa atleticana no Estádio São Januário no domingo. Os atleticanos terão apenas mil ingressos à disposição para a partida decisiva no Rio de Janeiro.
Além da baixa carga destinada ao Atlético, cada ingresso custará R$ 15 para os rubro-negros e até R$ 2 para os vascaínos uniformizados, mesmo indo contra o regulamento do Brasileirão. Muito torcedores do Furacão, que estavam de malas prontas, agora terão que se contentar em ver o jogo pela tevê.
''Estávamos fechando 20 ônibus mas agora vamos em 13, com 550 pessoas. Acho que mais ou menos três mil pessoas iriam para o Rio. O Eurico (Miranda, presidente do Vasco) sabe que nossa torcida é forte. Mas tudo bem, estaremos em mil e terá 100 mil torcendo pela gente aqui em Curitiba, nos bares, em todos os lugares'', afirmou ontem o secretário da torcida organizada Fanáticos, Maurício de Paula e Silva.
Substituto O técnico Levir Culpi continuou ontem seus treinos secretos para encontrar o suplente ideal para a vaga deixada por Jádson, que levou o terceiro cartão amarelo, no meio-de-campo.
Fernandinho pode ser deslocado da ala-direita para ser o armador e, com isso, Raulen ocuparia a lateral. Culpi também pode manter Fernandinho na atual posição e promover a entrada de Morais, que naturalmente joga no meio-de-campo. Outra opção é adiantar Pingo para a posição de Jádson, já que o volante Fabiano volta de suspensão automática.
Camisa do azar O Atlético pode ter que quebrar dois tabus para ser campeão no domingo. Além de nunca ter vencido o Vasco em São Januário, a equipe talvez seja obrigada a utilizar o uniforme número dois, com a camisa dourada. O time não venceu uma partida sequer esse ano quando a usou e teve um péssimo desempenho com a mesma em 2003.
No domingo, o Vasco deve jogar com a camisa preta, o que obriga o Furacão a deixar de lado a tradicional rubro-negra e também o uniforme número três, que é negro. Elenco e comissão técnica atleticanos desconversam, mas a verdade é que ninguém quer dar chance para o azar e o time vem evitando atuar com a camisa dourada.


