Rio - São Januário estará lotado para um dos jogos mais importantes da história do Vasco, clube quatro vezes campeão brasileiro e dono de um currículo único e invejável. Superar o Vitória, hoje, às 17 horas, é uma obrigação e, ao mesmo tempo, apenas um detalhe. Para se livrar do rebaixamento, o clube carioca não depende apenas de suas forças. Tem ainda de torcer por uma combinação de resultados.
  As sociais e a arquibancada do estádio estarão divididas. O apoio de sua apaixonada torcida pode se transformar numa catarse ao fim da rodada, com imagens memoráveis de alegria e redenção ou numa frustração inédita, com conseqüências imprevisíveis e cenas comoventes unindo gerações mais velhas e uma incontável quantidade de paixão adolescente pelo clube.
  O jogo deste domingo, além do drama que o cerca, marcará a despedida de um dos atacantes mais polêmicos e talentosos do futebol brasileiro. Aos 37 anos, Edmundo quer deixar o esporte pela porta da frente. Sonha ter um ’grand finale’ como convém aos ídolos. ‘‘Ele vai se sentir triste, mas uma hora teria de parar mesmo’’, declarou o técnico Renato Gaúcho, convicto de que a decisão de Edmundo é duríssima.
  Tão difícil quanto isso é conviver com a ameaça de rebaixamento. ‘‘É estressante’’, comentou o treinador, que, a julgar pela suas últimas entrevistas, não deve continuar no Vasco em 2009, independente do resultado desta tarde.
  No Vitória, o técnico Vagner Mancini até considerou a possibilidade de dar férias antecipadas a parte do elenco e aproveitar a última partida do ano para fazer testes com jogadores das divisões de base, começando a preparação para 2009. Acabou mudando de idéia - e os jogadores prometem complicar a vida do time carioca. ‘‘Isso não é problema nosso’’, disparou o volante Vanderson, sobre a necessidade de vitória do Vasco para tentar fugir do rebaixamento.

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