Vasco joga por um novo empate no Rio
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segunda-feira, 15 de dezembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Agência Estado
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Jogo duroPimentel (costas) e Juninho (ao fundo) observam a disputa de bola entre o Edmundo e o Cléber. Vasco só precisa de outro empate para ganhar o título O Palmeiras foi soberano, ontem à tarde, no Morumbi: armou as principais jogadas de ataque, manteve a posse da bola a maior parte do tempo e acertou a trave do Vasco. Mesmo assim, deixou o campo como um derrotado - o empate por 0 a 0 favoreceu o time carioca, que joga por um novo empate no Maracanã, no próximo domingo, para conquistar seu terceiro título de campeão brasileiro.
A partida teve os momentos de tensão de uma final. Principal atacante do Vasco, Edmundo foi expulso depois de acertar a barriga de Cléber. Com isso, pode não jogar no próximo domingo, exceto se o Vasco apressar seu julgamento e a punição não passar de uma multa. A estratégia, aliás, foi pressentida por jogadores palmeirenses. Vi o Antônio Lopes conversar com o Nélson, que falou com o Edmundo, que, em seguida, provocou sua expulsão, disse o goleiro Velloso. Também nervoso com o resultado, o técnico Luiz Felipe Scolari envolveu-se em uma confusão com Válber e também foi expulso.
O jogo começou com um histórico previsto: precavido, o Vasco manteve seu meio-de-campo mais preocupado com a defesa, deixando para Edmundo e Evair a função de revezamento no recuo para receber o passe. Já o Palmeiras, muito mais interessado no ataque para reverter a vantagem que o regulamento confere ao Vasco, pressionou o adversário em seu campo, marcando a saída de bola do time carioca.
O caminho e o principal personagem do ataque palmeirense revelaram-se logo nas primeiras jogadas - aproveitando que Válber jogava improvisado como lateral-direito, Zinho buscou armar os lances naquela faixa de campo, enquanto Euller e Viola ocupavam os espaços centrais. Prudente, o técnico Luiz Felipe Scolari evitou que os laterais avançassem, impedindo assim que o Vasco aproveitasse a brecha para armar contra-ataques.
O plano parecia bem armado. A partir dos 14 minutos, o Palmeiras impôs uma série de jogadas que, nos dez minutos seguintes, aumentou o nervosismo do goleiro Carlos Germano. Os lances principais aproveitaram a velocidade de Euller, que não só conseguiu no gol devido à má pontaria. Mais preocupado em se defender, o Vasco deu seu primeiro chute somente aos 22 minutos, quando Edmundo cobrou falta, obrigando Velloso a se atirar para defender.
Bem marcado pelo zagueiro Cléber, o principal jogador do Vasco não conseguia o espaço necessário para tentar o drible. O defensor palmeirense executou o paciente plano de irritar e desconcentrar Edmundo, antecipando-se nas jogadas e impedindo que o atacante desse continuidade às jogadas.
Limitado pela marcação, Edmundo não se conteve: aos 8 minutos do segundo tempo, depois de sofrer uma falta de Roque Júnior, o atacante arremessou a bola contra o adversário. O árbitro goiano Antônio Pereira da Silva puniu-o com o cartão amarelo, que, por ser o terceiro nesta série, tirou-o da partida decisiva do próximo domingo, no Maracanã.
O encerramento precoce de sua participação no Campeonato Brasileiro liberou Edmundo - até então silencioso, o atacante passou a contestar verbalmente as marcações do árbitro. Mais: decidiu responder ao seu estilo às provocações. Assim, depois de dar um cotovelada na cintura de Cléber, atingiu o zagueiro palmeirense com a sola do pé. Com isso, foi expulso.
O Palmeiras aumentava a pressão, mas não conseguia seu gol. Aos 29 minutos, Alex cobrou falta e a bola rebateu na trave esquerda de Carlos Germano. O grau de nervosismo foi revelado por Scolari: apressado em repor a bola, o técnico jogou a bola para que Válber cobrasse um lateral. O jogador não gostou e arremessou a bola contra o treinador, que acabou expulso.Palmeiras 0
Velloso; Pimentel, Roque Júnior, Cléber e Júnior; Marquinhos, Rogério, Alex (Oséas) e Zinho; Euller (Edmílson) e Viola. Técnico: Luiz Felipe Scolari


