São Paulo - Há algumas rodadas, todos no São Paulo já anteviam que o jogo contra o Vasco, hoje, às 17 horas, no Rio, seria crucial para as pretensões de título dos paulistas. Um adversário acossado pelo rebaixamento, nesta reta final da competição, torna-se mais perigoso.
O que era apenas uma partida complicada deve tomar ainda mais tons de apreensão e nervosismo depois da "guerra de declarações" travada entre dirigentes, jogadores e técnicos das duas equipes durante a semana - o técnico Muricy Ramalho questionou a segurança do estádio vascaíno. Foi dada a faísca para o domingo pegar fogo de vez para os lados de São Januário.
No campo, Muricy não terá o zagueiro Rodrigo, suspenso, e o volante-ala-zagueiro Zé Luís, com dores no joelho. Anderson permanece na defesa, enquanto Joílson ocupa mais uma vez a ala direita.
Contra as palavras de Muricy, o presidente Roberto Dinamite foi contundente. Chamou o treinador são-paulino de irresponsável e garantiu tranqüilidade, desde que a multidão vascaína, nervosa pelo momento que vive o time, não fosse estimulada por um caminho ruim. Caminho este que pode ser uma dolorida derrota cruzmaltina. Quadro bem possível. Uma olhada rápida na tabela e os visitantes são tomados como favoritos, independentemente do fator campo.
Renato Gaúcho, no entanto, não pensa da mesma forma e tem plena confiança em um triunfo. "O São Paulo só vai entrar com 11 em campo e na vontade estaremos iguais. Eles querem ser campeões, mas nós estamos com a mesma disposição para permanecer na Primeira Divisão. Vamos com tudo para conquistar os três pontos", garantiu o técnico, que manteve durante toda a semana o mistério sobre se Edmundo estará alinhado ao lado de Leandro Amaral quando a bola começar a rolar.

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