Vasco e Palmeiras empatam em 2 a 2
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Martín Fernandez<br> Agência Estado 
Rio - O Palmeiras segue firme em sua marcha rumo à Taça Libertadores de 2008. O time de Caio Júnior visitou o Vasco em São Januário e buscou um ponto importante, que o deixa em terceiro lugar, com 55 pontos. O justo empate por 2 a 2 ontem foi comemorado como vitória pelo Palmeiras. ''O resultado foi bom porque nos deixou no G4'', resumiu o treinador, referindo-se ao grupo dos classificados para a competição internacional. ''Seguimos na luta.''
O time paulista entrou em campo pressionado pelas vitórias do Santos sobre o Goiás e do Grêmio ante o Náutico (sem contar o empate entre Cruzeiro e Atlético-PR), que o deixavam momentaneamente no quinto lugar. Mas os jogadores souberam transformar a pressão em raça. Todas as divididas eram do Palmeiras. Todas, em qualquer lugar do campo. Até o chileno Valdivia sujou o uniforme distribuindo carrinhos.
Tanta raça foi premiada aos 10 minutos de jogo, quando Caio bateu cruzamento da direita na cabeça de Gustavo. O zagueiro se livrou da marcação e mergulhou para abrir o placar.
O empate do Vasco não tardou a sair. Num lance de sorte, Thiaguinho recebeu na direita e tentou chutar para o gol. O disparo saiu completamente torto, mas achou Leandro Amaral do outro lado do campo. O camisa 19, livre, teve tempo de ajeitar e mandar um forte chute no ângulo de Diego Cavalieri: 1 a 1.
O gol de empate do Vasco abriu o jogo, que adquiriu ritmo vertiginoso. O Palmeiras saiu para buscar a vitória e Valdivia lembrou que não estava em campo apenas para dar carrinhos. Aos 34 minutos, dominou cruzamento de Luiz Henrique e, com um belo passe, fez metade do segundo gol palmeirense. A outra metade foi de Rodrigão, que pegou de primeira e não deu chances para Cássio.
E aí Darío Conca, o argentino do Vasco, passou a reivindicar o título simbólico de ''melhor gringo em campo''. Primeiro, com um tiro de fora da área que passou raspando o travessão de Diego. Depois, com uma cobrança de falta perfeita, que surpreendeu o goleiro do Palmeiras: 2 a 2.
O dois gols do Vasco levaram Caio Júnior a trocar o atacante Luiz Henrique pelo volante Martinez. A intenção era congestionar o meio-campo e impedir as manobras de Conca e Leandro Amaral.
Não deu muito certo. No primeiro lance do segundo tempo, o argentino usou o calcanhar para deixar Alan Kardec na cara do gol (o atacante mandou para fora). Dez minutos depois, acertou outro tiro de fora da área, agora de pé direito, e obrigou Diego a fazer um de seus números.
Valdir Espinosa, terceiro técnico do Vasco na semana (começou com Celso Roth e ainda teve Romário), lançou seu antecessor para tentar mudar o jogo. O centroavante só foi tocar na bola aos 48 minutos (entrara aos 22), numa cabeçada idêntica àquela contra a Suécia, na semifinal da Copa de 94. Mas Diego, ao contrário do sueco Ravanelli, conseguiu evitar o gol.
NO RIO DE JANEIRO
Vasco 2
Cássio; Wagner Diniz, Luizão, Jorge Luís e Guilherme (Romário); Thiaguinho, Amaral, Leandro Bonfim (Marcelinho) e Conca; Alan Kardec e Leandro Amaral. Técnico: Valdir Espinosa
Palmeiras 2
Diego Cavalieri; Paulo Sérgio, Gustavo, Dininho e Valmir (Leandro); Wendel, Makelele, Valdivia e Caio; Luiz Henrique (Martinez) e Rodrigão (Luís). Técnico: Caio Júnior
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Estádio: São Januário
Gols: Gustavo, aos 10, Leandro Amaral, aos 23, Rodrigão, aos 34, e Conca, aos 40 minutos do 1º tempo
Expulsão: Valdivia
Público: 6.182 pagantes
Renda: R$ 66.842,00


