Ainda não há um estudo científico sobre o quanto a confiança pode influenciar positiva ou negativamente no trabalho das pessoas. Talvez seja difícil chegar a tal precisão, mas a derrota do Vasco por 1 a 0, ontem, para o Volta Redonda, em casa, é um bom exemplo do prejuízo emocional que a equipe sofreu ao perder afinal da Taça Guanabara.
A impressão que deu é a de que o time poderia jogar mais três tempos que a bola não entraria. Não foram poucas as tentativas. Pelo alto, por baixo, cruzando, em bola parada... O Vasco fez de tudo para coagir um time que teve o mérito de contar com a sorte. E também competência para abrir o placar, na cabeçada do zagueiro André Alves, logo aos 11 minutos de partida, após escanteio.
Agora, esse dois fatores abstratos - confiança e sorte - em nada podem contribuir quando uma equipe é tão limitada quanto a do Vasco atual. Se Eder Luis, sem acertar nada, não foi sacado ontem é porque não deve ter um reserva do mesmo nível - por mais incrível que isso possa parecer.
Até Dedé foi influenciado pela baixa qualidade da equipe vascaína. Chegou a perder na corrida para o já veterano Frontini. Porém, goleiro Alessandro preferiu não consagrar o atacante, defendendo o forte chute rasteiro.
O lateral-esquerdo Yotún entrou após o intervalo e até mostrou personalidade, bem diferente de Sandro Silva, volante que começou o jogo e abriu a caixa de ferramentas, mas pouco mostrou de útil.
Com o tempo como inimigo, o Vasco ainda tentou fazer as pazes com a confiança e a sorte. Porém, tais .moças. estavam irredutíveis. Talvez estivessem chateadas com a conduta covarde da equipe no domingo anterior. E a semana, que ainda teve uma goleada por 5 a 0 dos reservas sobre os titulares, não poderia terminar de outro jeito.
Se com este time . esforçado, mas ruim ., o Vasco conquistar alguma coisa este ano, também servirá de base para um estudo científico.

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