A derrota diante do Botafogo - 2 a 1, anteontem à noite, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto-SP - deixou o Londrina como lanterna de um dos quadrangulares da Série B do Brasileiro, mas não derrubou o astral do grupo. Ontem, depois do desembarque da delegação no aeroporto da cidade, todos - do técnico Varlei de Carvalho aos jogadores - foram unânimes em reconhecer que a equipe apresentou um bom futebol e não merecia o resultado desfavorável.
Apesar disso, Varlei já avisou que muda o time para o jogo de domingo à tarde, no Estádio do Café, contra o Paysandu. Ele reconhece que as atuais circunstâncias sugerem um esquema bem mais ousado e ofensivo. Sem Carlos Alberto, expulso e automaticamente suspenso, o Londrina vai utilizar apenas dois zagueiros - Valder e Ivanildo - e não três, como ocorreu até aqui.
A volta de Arnaldo, que entrou no segundo tempo em Ribeirão, está assegurada desde o início. No entanto, Varlei ainda não sabe se o coloca no meio-campo ou na lateral-esquerda, ocupando a vaga de Wagner ou de Gilmar Nass. Uma das alterações praticamente decididas: Alaor ao lado de Luiz Carlos e Mauro na frente.
Varlei não abre mão de três atacantes. ‘‘Espero que o Alaor tenha refrescado a cabeça e meditado bastante’’, disse o treinador, referindo-se à má fase do centroavante, que nem viajou para o interior paulista.
A exemplo de Arnaldo, o retorno de Alaor vai sacrificar um dos jogadores do meio-campo, Wagner ou Alemão. Varlei destaca a boa fase de ambos, mas alega que não resta outra alternativa. ‘‘Agora, só temos uma saída: vencer ou vencer... Vamos ganhar tudo nas próximas rodadas em casa e lá fora’’, promete o técnico, que procura transmitir otimismo ao elenco.
Varlei, porém, não esconde um dilema: barrar o combativo Wagner ou o versátil Alemão. Nem o pênalti que Alemão desperdiçou parece comprometê-lo. O meia recebeu a solidariedade de Varlei e dos companheiros. ‘‘Ele marcou nosso gol e me agradou. O que aconteceu não passou de uma fatalidade. Pra complicar, ficamos sem o Carlos Alberto e, em seguida, cometemos um vacilo no gol deles. Não me canso de dizer que o futebol se decide nos detalhes’’, lamentou Varlei, ao falar das únicas falhas do Londrina - o pênalti não convertido e a expulsão de Carlos Alberto num momento em que o Londrina se mantinha superior ao adversário. ‘‘Se fizéssemos o segundo gol, poderíamos ter obtido uma goleada histórica. Evitaríamos aquela tragédia’’, lamenta Varlei. ‘‘O importante é que estamos de pé. Perdemos, sim, mas comprovamos nossa força fora de casa. Só que agora não adianta reclamar. Vamos buscar a vaga a todo custo’’, assegura o treinador, em tom de desafio.
Alguns líderes do grupo, entre eles China e Ivanildo, também não admitem pessimismo no ambiente. ‘‘Como aconteceu em Ribeirão Preto, não vai faltar garra ao Londrina’’, afirma China. ‘‘Estamos mais vivos do que nunca’’, acredita Ivanildo. ‘‘Ninguém nos tira essa classificação’’, jura o atacante Mauro.
Paysandu - A volta do goleiro Róbson, que cumpriu suspensão, é a principal novidade do Paysandu. O reserva Ronaldo atuou bem diante do Joinville, mas o técnico Joãozinho Rosas aposta na experiência do titular contra o Londrina. O volante Charles Guerreiro, que não participou da última rodada, continua de fora. O ex-flamenguista, um dos jogadores mais experientes do time, sentiu uma contratura muscular na semana passada e não se recuperou totalmente.
O zagueiro Ney permanece improvisado como volante no lugar de Charles Guerreiro. Já o meia Oberdan sofreu uma pancada no tornozelo e tem poucas chances de atuar. Alexandre deve substitui-lo. Outro meia, Jóbson, ainda não se livrou totalmente das dores na coxa, mas não preocupa.Mario CesarConfiança totalO desembarque ontem da delegação: alto astral, apesar da derrotaNelson Cilo

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