A insistência da imprensa ajudou a aumentar o clima de suspense do técnico Varlei de Carvalho, que mandou um recado direto nas entrevistas de ontem: ele só escala o Londrina no vestiário. As dúvidas: na ala esquerda, Arnaldo ou Marcelo improvisado; na meia, Beto ou Adoilson; no comando do ataque, Rogério ou Alaor. Uma das justificativas é a de que Arnaldo (dores musculares) e Adoilson (pancada na panturrilha) dependem do departamento médico. No entanto, Arnaldo contou que está clinicamente bem. ‘‘Não tenho nada. Me sinto legal...’
Outra versão: Arnaldo não teria cumprido fielmente as determinações de Varlei no jogo de domingo. Marcelo, ex-Sport, originalmente zagueiro, já atuou antes como lateral. ‘‘É canhotinha que bate forte na bola e que avança bem’’, avalia o técnico, que prevê um duelo acirrado. ‘‘Os detalhes é que vão decidir. Quem falhar menos, ganha. Não podemos errar. O ABC é uma equipe forte na zaga, segura no meio-campo e rápida no ataque. Todo cuidado é pouco’’, alerta Varlei.
A possível entrada de Beto ou de Adoilson não elimina a hipótese de Varlei colocar Alemão no intervalo ou durante o jogo. ‘‘É um meia versátil e combativo. Pretendo deixá-lo como uma das alternativas’’, avisa o treinador.
Alaor é outro que está nos planos de Varlei, que deve utilizá-lo provavelmente no segundo tempo. ‘‘Aí teríamos um bom batedor de pênaltis, se empatássemos no tempo normal. Penso em dar mais uma chance ao Rogério, mas vou pensar se o escalo desde o início’’, comentou Varlei, em tom misterioso.
Apesar de tudo, Alaor, que atuou apenas nos 15 minutos finais do confronto anterior, lança um desafio. ‘‘Não gostaria de ficar de fora. Se me escalarem, vou marcar o gol da vitória.’
O quarto-zagueiro Carlos Alberto, um dos mais experientes do grupo, avisa que já tem a receita da classificação. ‘‘Nessas horas, é fundamental que se tenha equilíbrio. ‘‘É fundamental manter o controle emocional principalmente nos primeiros cinco minutos. Você não pode permitir que a adrenalina suba a mil. Outra coisa: não nos preocupemos com as possíveis pressões. O importante é que a torcida, que nos aplaudiu muito domingo, mostrou que está do nosso lado. A gente ainda não pode esquecer que vaiar ou aplaudir é um direito dela. Vamos cumprir nossa parte’’, sugere Carlos Alberto.
O central Valder fala em nomes dos companheiros e pede respeito ao ABC. ‘‘É time bem entrosado. Todos viram o que aconteceu domingo. O que podem esperar da gente é muita luta, muita garra mesmo.’
O ala direito Marquinhos Capixaba disse que só tem um jeito que rebater as críticas, inclusive dos dirigentes do clube (Célio Guergoletto e Antonio Amaral). ‘‘Sou um jogador de decisões. Esperem o final do jogo e venham cobrar de mim.’

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