Vantagem deixa Paraná livre de rivais
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Ed Carlos Rocha Fernando Tupan 
Ao terminar em primeiro lugar na fase de classificação do Campeonato Paranaense, o Paraná Clube não só conseguiu a vantagem de jogar por empates até o final do playoff e de decidir em casa as partidas, como também pode se livrar de enfrentar os maiores rivais, Coritiba e Atlético, antes da decisão. Confirmadas as oito primeiras colocações da atual tabela na última rodada, domingo, Atlético e Coritiba se enfrentariam na semifinal. Os jogadores dos três times se dividem quanto a essas possibilidades.
Mantida a classificação, o Paraná enfrenta o Rio Branco (1º x 8º); o Coritiba o União (2º x 7º); o Atlético o Ponta Grossa (3º x 6º) e o Malutrom o Francisco Beltrão (4º x 5º). Na outra fase, o vencedor de Paraná x Rio Branco joga contra o classificado de Malutrom x Ponta Grossa, enquanto que o ganhador de Coritiba x União enfrenta o classificado entre Atlético x Ponta Grossa.
A possibilidade de Atletiba na semifinal só não acontece se o Atlético perder para o Matsubara no domingo e o Malutrom vencer o Ponta Grossa. Nesse caso, Atlético e Malutrom inverteriam as posições e a possibilidade de clássico na semifinal passaria a ser entre Paraná e Atlético. Tudo isso, claro, considerando que passariam pelos adversários.
No campo da especulação, os jogadores preferem ser cautelosos. Para o atacante Ilan, do tricolor, a possibilidade de só ter clássico na final não pode deixar de ser encarada como uma vantagem. Teoricamente seria bem mais difícil jogar um clássico já na semifinal. Lutamos desde o começo do campeonato para chegar em primeiro e ter vantagens. Essa é uma delas.
O meia Lúcio Flávio prefere ser mais cauteloso. Para ele, o importante foi o Paraná ter chegado em primeiro. Daqui para frente, na opinião do meia, é venha o que vier. É perigoso ficar escolhendo adversário, diz ele.
No rubro-negro, o meia Adriano vê o possível clássico com o Coritiba como um motivador para a final. Para o meia, quem passar deste provável encontro vai chegar à final com muita moral. É perigoso porque vai ser difícil, mas por outro lado decidir depois de ter passado já por um clássico dá mais confiança, afirma Adriano.
O técnico do rubro-negro, Antônio Clemente, disse que o pensamento tem que ser no primeiro adversário. De que adianta pensar num possível clássico se não sabemos ainda se vamos passar pelo primeiro adversário?
No Coritiba não existe preferência por um time em especial. O gerente de futebol, Munir Caluf, espera o primeiro adversário dos playoffs e aposta que o Atletiba decidirá o título. Eu não vou escolher qual seria o melhor time para o alviverde, mas aposto: se vencermos o Atlético, seremos campeões.
O otimismo de Munir não é compartilhado pelo treinador Abel Braga. Eu não tenho preferência nenhuma. Vou esperar a definição neste final da semana para me manifestar. Com relação ao Atlético, só vou pensar quando chegar a hora. Se pudesse escolher alguma coisa para o Coritiba, escolheria o título de campeão paranaense.
Os jogadores coxas confessam que ainda não conversaram sobre um possível adversário na primeira partida dos playoffs. O lateral-esquerdo Fábio Vidal diz que não adianta escolher. A gente poderia torcer para pegar um time, e no final se decepcionar, pegando outro. Já Cléber tem outra visão. Quando se canta a vitória antes da hora, quase sempre se dá com os burros nágua.
Sobre as declarações do presidente do Francisco Beltrão, Valdir de Souza, na quarta-feira, em Curitiba, de que gostaria de enfrentar o Coritiba na primeira partida dos playoffs, Abel manda um recado. Não tenho como prevenir declarações do adversário. Mas as palavras contra o alviverde estão sendo usadas como doping psicológico.
O treinador do Malutrom, Mauro Madureira, aposta que entre Beltrão, Operário ou União sai o seu primeiro adversário. Não pensei ainda quem seria o melhor deles. Mas confesso que não estamos satisfeitos com o que conseguimos. Queremos ir disputar o título. Somos os azarões.
Enquanto os oito primeiros definem posições, Apucarana e Iraty, 10º e 11º, vivem a angústia do rebaixamento. Um dos dois será o companheiro do Matsubara, já rebaixado, na descida à Série A-2 no ano que vem. Os dois se enfrentam domingo, em Irati. O Apucarana joga por um empate e se vencer pode até se classificar ainda. Ao Iraty só resta a vitória.


