São Paulo, 17 (AE) - A tenista brasileira Vanessa Menga não teve nenhuma chance diante da favorita, a austríaca Sylvia Plischke, 33ª do ranking mundial, e perdeu por 2 sets a 0, parciais de 6/0 e 6/0, pela segunda rodada do Brasil Open - troféu Telesp Celular. O jogo teve de ser disputado nas quadras cobertas da academia Barley Tennis by Danilo Marcelino, em razão das chuvas, obrigando os organizadores a mudarem de última hora, o local das partidas pelas oitavas-de-final.
Decepcionada com o resultado, Vanessa soube, porém, encontrar um lado positivo nesta derrota. Disse que não vai desanimar, que mantém o objetivo de colocar-se entre as 50 primeiras do ranking da Associação Feminina de Tênis (WTA) e espera ter aprendido com esta experiência.
"Não é legal perder com um duplo 6/0", admitiu Vanessa. "Mas ela (Sylvia Plischke) não me deu qualquer chance." Vanessa ainda participa da chave de duplas do Brasil Open.
DESPERTAR - O técnico de Vanessa Menga, Fábio Silberberg
também buscou uma boa saída para esta eliminação da tenista. Revelou que o resultado poderá ajudar sua pupila a despertar para a necessidade de melhorar ainda mais.
"A Vanessa tem de aperfeiçoar o físico, melhorar um pouco o saque e encontrar o momento certo de aplicar seus golpes", disse. "Achei que o jogo seria mais disputado, pois a Vanessa jogou bem, mas sua adversária não errou e não lhe deu chances."
ATLÉTICA - Principal favorita ao título do Brasil Open, Sylvia Plischke comprovou ser uma tenista consistente em seus golpes e, especialmente, bem preparada fisicamente. Com uma força invejável, vem de uma família de atletas - sua mãe participou da Olimpíada de Munique em 1972, na modalidade de salto em altura - e começou a jogar tênis com apenas tres anos. Já esteve na 27ª colocação do ranking da WTA (agora ocupa a 33ª posição) e, no ano passado, alcançou as quartas-de-final de Roland Garros e Roma.
"Eu também cheguei a fazer atletismo, mas com o tempo me apaixonei pelo tênis", contou a simpática tenista austríaca de origem na República Checa. "E minha boa condição física devo ao fato de sempre ter praticado muitos esportes."
Nos outros jogos da rodada das oitavas-de-final, a campeã do ano passado, a colombiana Fabíola Zuluaga, em jogo que repetiu a final do Brasil Open de 1999, perdeu para a austríaca Patricia Wartusch por 6/2 e 6/4. A colombiana não se mostrou dececpionada pelo resultado, pois reconheceu que a adversária vem jogando bem e, inclusive, conquistou o título do torneio de Bogotá, realizado na semana passada.
Nos outros jogos das oitavas-de-final, Paola Suarez (Argentina) ganhou Lenka Nemeckova por 2/6, 6/0 e 6/2; Cristina Torrens Valero (Espanha) de Holly Parkinson (EUA) por 7/5, 4/6 e 6/1; Joannette Kruger (áfrica do Sul) de Florencia Labat (Argentina) por 6/4 e 6/3; Rita Kuti-Kis (Hungria) de Meghann Shaughnessy (EUA) por 6/2 e 6/2; e Anca Barna (Alemanha) de Angles Montolio (Espanha) por 1/6, 7/5 e 6/4.

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