Vanderlei apóia restrições a estrangeiros
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sexta-feira, 02 de janeiro de 2009
Das agências 
São Paulo - O domínio queniano na prova masculina da São Silvestre, realizada anteontem em São Paulo, acendeu a luz vermelha no atletismo brasileiro. Em tempos de discussão de regras para a participação de estrangeiros em provas nacionais, o Brasil ficou de fora do pódio pela primeira vez após dez anos. ''Vejo com bons olhos a participação de estrangeiros aqui no nosso País, mas tem de haver critérios'', disse Vanderlei Cordeiro de Lima.
Ele apóia a iniciativa da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) de limitar o número de atletas por país em competições nacionais - a medida deve ser aprovada na primeira Assembléia Geral de 2009, no próximo dia 24. Para Vanderlei, no entanto, a presença de competidores de ponta não deve ser inibida. ''Quando os atletas estrangeiros vêm participar destas corridas, o nível técnico melhora e valoriza o resultado da prova.''
Ontem, um dia após sua despedida como profissional, o paranaense de 39 anos reafirmou o desejo de trabalhar na formação de jovens atletas, mas descartou a entrada na vida pública. ''Se realmente acontecer, não será num futuro imediato.'' Sua atuação será nas categorias de base. ''Estou encerrando um ciclo para dar continuidade a outro'', garantiu.
O esforço para concluir sua última prova deixou dores musculares. ''Voltei a treinar há três semanas e acabei exagerando um pouco no ritmo da corrida.'' Segundo ele, o incentivo do público foi responsável pela empolgação. Terminou os 15 km da prova em 52min12, na 109. posição, bem atrás do queniano James Kipsang, que venceu com o tempo de 44min42s. ''Quero que as pessoas possam lembrar do Vanderlei como um vencedor, um atleta alegre e de superação.''
Resultado
Os brasileiros apostaram na chuva como única esperança de vitória na São Silvestre, mas nem se uma tempestade tivesse vindo seria possível impedir o show africano nas ruas de São Paulo. O Quênia conquistou a hegemonia na competição masculina com o primeiro lugar de James Kipsang - agora são 11 vitórias quenianas contra dez brasileiras. E a Etiópia faturou a prova feminina.
Principal esperança brasileira da prova masculina, Franck Caldeira, 25, apontou problema alimentar como responsável pelo fato de não ter completado a prova - ele abandonou no 10º quilômetro. ''Foi a primeira vez que senti esta dor forte no abdômen. Por volta do quilômetro dez, agachei porque não conseguia andar e tive que abandonar a prova porque realmente não tinha condições de continuar'', explicou o atleta, vencedor da corrida em 2006.
As mulheres foram o destaque do Brasil. As atletas brasileiras não conseguiram ocupar o lugar mais alto do pódio, que ficou com Yimer Wude Ayalew, da Etiópia, mas cruzaram a linha de chegada do segundo ao quinto lugares na prova disputada nessa quarta-feira. Fabiana Cristina da Silva terminou na segunda colocação, seguida pelas compatriotas Marily dos Santos, Edielza Alves do Santos e Luzia Souza Pinto.
PÓDIO
FEMININO
1) Yimer Wude Ayalew (Etiópia) - 51min37
2) Fabiana Cristina da Silva (Brasil)- 52min28
3) Marily dos Santos (Brasil) - 52min48
4) Edielza Alves dos Santos (Brasil) - 53min02
5) Luzia de Souza Pinto (Brasil) - 53min52
MASCULINO
1) James Kipsang (Quênia) - 44min42
2) Evans Cheruiyot (Quênia) - 45min16
3) Kiprono Mutai (Quênia) - 45min28
4) Marco Joseph (Tanzânia) - 45min37
5) William de Jesus (Colômbia) -45min47


