Barcelona, 27 (AE) - O técnico do Barcelona, o holandês Louis van Gaal, é fiel a um estilo de jogo, sem se preocupar com nomes. Assim, jura não se importar com o fato de não poder contar com Giovanni e, principalmente, Rivaldo, convocados para a seleção brasileira. "Claro que é importante destacar a qualidade individual de cada jogador", comenta. "O mais importante, porém, é a equipe adquirir uma forma própria de atuar, independente das substituições." Por isso, Van Gaal pretende utilizar todos os jogadores, modificando a equipe radicalmente no segundo tempo. Para a vaga de Rivaldo, ele deverá escalar o meia holandês Boudewijn Zenden. "Praticamente a função será a mesma", justifica.
O técnico do Barcelona não gosta de comentários irônicos, como o que aponta seu time como uma espécie da seleção da Holanda (oito jogadores são holandeses). "Todos falam a língua local e jogam pelo Barcelona, portanto, não aceito a comparação", disse Van Gaal, em um espanhol carregado de sotaque.
Apesar da aparente despreocupação do treinador com a ausência de Rivaldo (para ele, o amistoso não passa de uma forma de o torcedor comemorar o centenário do clube), os jogadores sabem que o trabalho será grande. "Não podemos nos esquecer que, do outro lado, teremos Ronaldo e Romário no ataque", disse o goleiro Hesp. "Só isso já é motivo de preocupação, sem contar com a alteração no nosso time."
Hesp acredita que Rivaldo vai passar aos outros brasileiros os principais detalhes da forma de jogo do Barcelona, especialmente na defesa. "Mesmo sem treinar junto, o Brasil tem um futebol fascinante, que é melhor de se admirar que enfrentar." Já o zagueiro Frank de Boer espera um interessante confronto tático, no amistoso de amanhã. "Como os dois times têm muitos jogadores talentosos, é difícil prever como um e outro vão jogar", comenta. "Por isso, acredito que a partida vai ser recheada de surpresas."

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