Quando o árbitro Ito Dari Ranov apitou o final do jogo entre Portuguesa e Iguaçu, o técnico Dirceu Mattos se dirigiu rapidamente para os vestiários do Estádio do Café. As lágrimas o impediam de falar e comemorar com seus atletas. Queria um momento sozinho para degustar a maior conquista de sua curta carreira de treinador.
Já recomposto, dividiu com o elenco a responsabilidade por colocar a Lusinha de volta na elite paranaense. ''Os responsáveis são os atletas. Só fiz o meu papel, de inserir o contexto de organização, vontade e disciplina'', disse.
Mattos assumiu a equipe em substituição a Walber Martins, que não vinha conseguindo bons resultados. Ele acertou o time e conseguiu uma arrancada até chegar à final da competição. Com um empate e duas derrotas em três rodadas do quadrangular final, pediu demissão, mas não foi atendido pelo presidente Amarildo Vieira Martins. ''O Amarildo me deu crédito num momento difícil. E foi fundamental'', reconheceu.
O treinador contou que teve uma conversa séria com o elenco antes da partida em Beltrão. Usou vídeos e textos motivacionais. O ritual deu certo e o time conseguiu se superar. ''O ser humano não sabe a força que tem. Alguém tem que mostrar para ele'', afirmou Mattos.
Depois de quase amargar o rebaixamento com o Nacional de Rolândia no primeiro semestre deu a volta por cima e está valorizado. ''Meu vínculo com a Portuguesa se encerra hoje. Tenho interesse em trabalhar. Sou profissional. Vamos sentar e conversar''. Se deixar o cargo, seu provável substituto é Itamar Bellasalma, que estava no Engenheiro Beltrão. Se ficar, Bellasalma será o coordenador-técnico. (T.M.)

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