São Paulo - Neste domingo (4), Cádiz e Valencia empatavam em 1 a 1 por LaLiga, no estádio Ramón de Carranza, quando a partida foi interrompida, ainda no primeiro tempo, por um suposto ato racista contra o zagueiro francês Mouctar Diakhaby.

O defensor discutiu com o jogador Juan Cala, do Cádiz, após contato entre os dois em lance de bola cruzada na área do Valencia. Irritado com algum comentário de Cala, Diakhaby foi tirar satisfação com o adversário.

De acordo com informações do jornal espanhol "Marca", Cala teria dito a seguinte frase para Diakhaby: "Negro de merda".

O brasileiro Gabriel Paulista e outros companheiros de Valencia tiveram de conter Diakhaby. Após confusão entre atletas dos dois times, o elenco do Valencia abandonou o gramado e o jogo foi paralisado por alguns minutos.

A partida foi reiniciada sem Diakhaby, que foi substituído por Hugo Guillamón e assistiu da arquibancada ao restante do jogo. O suposto agressor, Juan Cala, seguiu em campo, mas foi substituído no intervalo antes de a equipe dona da casa retornar para a etapa final.

Nas redes sociais, o Valencia se pronunciou sobre o ocorrido e explicou o retorno ao gramado. "A equipe se reuniu e decide voltar a lutar pelo escudo, mas firme na condenação ao racismo em todo o Valencia sob todas as suas formas. Não ao racismo", denunciou o clube valenciano em um primeiro tuíte.

"O jogador, que recebeu um insulto racista, pediu a seus companheiros para voltarem a campo para lutar. Todos com você, Mouctar", acrescentou o Valencia em outra mensagem.

No segundo tempo, o Cádiz marcou o segundo, com Gutiérrez, e venceu a partida por 2 a 1. O primeiro da equipe havia sido marcado por Cala, envolvido no suposto caso de racismo. Gameiro anotou o gol do Valencia.

Em dezembro de 2020, o PSG abandonou o gramado na partida contra o Istanbul pela Liga dos Campeões após caso de racismo envolvendo o quarto árbitro da partida Sebastian Coltescu. A partida foi suspensa e retomada no outro dia.

mockup