Experiência, jogadas ensaidas, entrosamento, preparação física e mistério. As equipes estudam o melhor caminho para a classificação às semifinais do Campeonato Brasileiro. Entre os times que participam das quartas-de-final, o Corinthians é uma das duas que já viveram a experiência de disputar a fase de playoffs, ao lado do Cruzeiro. Como em 98, quando ficou com o título, os corintianos terminaram a etapa de classificação com a melhor campanha e ganharam a chance de jogar por empates. A cautela ficou como lição.
O técnico Oswaldo de Oliveira fala em aproveitar de novo a vantagem e já projetou até uma caminhada com nove empates até o bicampeonato. O primeiro deles foi confirmado há uma semana 0 a 0 com o Guarani, em Campinas. "Não jogávamos para empatar nessa etapa." Com o placar da primeira partida, ficou certa a disputa de uma terceira. "É muito difícil ficar com a vaga em apenas dois jogos", já previa o atacante Edílson.
O Guarani quer jogar nos contra-ataques. Foi assim que conseguiu bons resultados na fase anterior: Cruzeiro (3 a 1), Santos (2 a 1), Coritiba (3 a 0) e Grêmio (3 a 2). "Esperamos estar inspirados", disse o técnico Carlos Alberto Silva, que aposta nos chutes do volante André Cruz.
No São Paulo, o técnico Paulo César Carpegiani prepara o time para suportar a pressão da Ponte, que deverá lotar o Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Depois da vitória por 3 a 2, na primeira partida, o treinador acha que o adversário será mais ofensivo agora. Assim, os contra-ataques, na opinião de Carpegiani, seriam a melhor opção para o Tricolor.
"Mas o campo esburacado pode atrapalhar esse nosso esquema", diz o técnico, que pode usar como tática as jogadas pelo alto. Ele pensa em substituir Nem, um zagueiro de estatura média por Paulão, mais alto. O São Paulo pode surpreender o adversário numa jogada ensaida de bola parada pelo alto.
A Ponte Preta promete reagir contra o São Paulo. "Temos garra, determinação e já superamos outros momentos difíceis", disse o técnico, que espera a recuperação do atacante Régis para definir a equipe. Para o treinador, o jogador deverá ser a principal arma da equipe.
Os contra-ataques também devem ser a arma do Vitória contra o Vasco, domingo, em São Januário. Na primeira partida, o time baiano venceu em casa a equipe carioca por 5 a 4. Para o atacante Cláudio a fórmula será simples. "Eles vão partir para cima com tudo, e nós precisamos ter cabeça para marcar bem na defesa, saindo rápido para os contra-ataques", disse. "Podemos adiar a definição da vaga para a terceira partida, porque, nesse caso, a pressão do Vasco será bem maior."
Para o técnico Toninho Cerezo, paciência e tranquilidade são fundamentais. "Os jogadores são as minhas chuteiras: confio muito na capacidade deles." Em Minas, os técnicos Humberto Ramos, do Atlético, e Levir Culpi, do Cruzeiro, adotam estratégias diferentes. Empolgado com a vitória (4 a 2) na primeira partida, Humberto Ramos vai manter o esquema ofensivo e a escalação. Já Levir Culpi não quer falar de táticas. O mistério é sua principal arma.

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