Vale até atravessar o País
O que os medalhões do futebol de mesa sonham ver se multiplicar são exemplos como o do Marlon Souto Maior, de 40 anos. O botonista atravessou o Brasil, encarou mais 12 horas de viagem para disputar a Copa Brasil em Londrina. "É o esporte da minha vida, sou apaixonado por isso", define o funcionário público de Boa Vista, capital de Roraima.
Fanático, ele diz que não troca uma partida de futebol de mesa pelo vídeo game. "Sempre tive certa aversão a games, acredito que isso aliena o ser humano. Não há interação. Aqui posso reclamar de uma jogada que não deu certo, conversar, aprender", compara o roraimense, botonista desde os 11 anos. "Tenho dois amigos de infância que jogam comigo até hoje e isso é legal", completa.
Em sua primeira vez na Copa Brasil, Souto Maior destaca o aprendizado. "Em nenhum momento passou pela minha cabeça vir em busca de medalha. A ideia é levar conhecimento, aprender estratégias de defesa, e já valeu muito a pena. Aprendi aqui o que não havia aprendido em toda a minha vida. Um torneio de nível muito alto, com vários campeões brasileiros, uma experiência única", reforça o jogador.





