Belo Horizonte, 19 (AE) - O meia ofensivo Valdo, de 35 anos e o mais velho do plantel do Cruzeiro, é, desde o ano passado, quando transferiu-se do futebol japonês para Belo Horizonte, o "maestro" do time de Levir Culpi. Não apenas em campo, mas também na Toca da Raposa, durante os treinamentos, Valdo costuma ser procurado pelos companheiros, em busca de conselhos ou da simples troca de idéias sobre os mais variados assuntos. "A gente tem experiência e procura passar alguma coisas para o grupo, sempre de forma construtiva", diz o atleta
que coleciona, desde os anos 80, quando jogava no Grêmio, de onde seguiu para o Benfica e, depois, para o Paris Saint-Germain
diversos títulos estaduais, nacionais e internacionais, como a conquista da Copa América, com a seleção, em 1989.
Depois da derrota de 4 a 2 para o Atlético-MG, na abertura dos playoffs das quartas-de-final do Brasileiro, por exemplo, o meia foi um dos primeiros a tentar resgatar a confiança dos companheiros. "Não foi por acaso que ficamos na vice-liderança da primeira fase do Brasileiro e isso mostra que temos plenas condições de nos recuperar", disse, logo depois do jogo. Outra voz experiente no Cruzeiro é a do zagueiro Marcelo Djian, de 33 anos.
Campeão paulista e brasileiro pelo Corinthians, em 88 e 90, o jogador - um dos poucos que pode se considerar titular absoluto do time de Levir Culpi -, cosncientizou os colegas, esta semana, para a necessidade de adoção de uma "marcação solidária" na equipe, como forma de reverter a vantagem atleticana no segundo jogo do playoff. "Precisamos de uma marcação forte e em bloco na equipe", diz. "A defesa não é uma ilha, mas parte de um todo, e pensando assim o time terá um melhor desemprenho", completa.

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