São Paulo - As notícias sobre Valdivia que vieram do Chile na última semana, que ele estava treinando para curar a lesão o joelho esquerdo, animaram os dirigentes do Palmeiras. Mas bastou o time se reapresentar para eles perceberem que o meia continua causando os mesmos problemas de sempre. Além de ter faltado na última quinta-feira, o jogador também não apareceu nesta sexta e, para desespero dos diretores, nem justificou a sua ausência. Será punido assim que retornar ao Brasil.
A situação de Valdivia só se complica com o tempo e agora César Sampaio, gerente de futebol, quer ouvir do jogador se ele está comprometido com o time em 2013 ou se prefere ser negociado. A expectativa é que o chileno se reapresente ainda neste sábado.
O futuro de Valdivia no Palmeiras é mesmo indefinido e não apenas por seu histórico de problemas fora de campo e lesões. No dia 21 de janeiro, o clube conhecerá seu novo presidente e o novo comandante pode preferir negociar o chileno. Paulo Nobre e Décio Perin, os favoritos a assumir o cargo, já afirmaram que Valdivia ainda não correspondeu à altura nesta sua segunda passagem e que pretendem ter uma conversa séria com ele. Por enquanto, César Sampaio afirma que a ideia é manter o chileno.
Em agosto de 2010, o clube trouxe Valdivia de volta por 6,2 milhões de euros. Como apelou a uma carta de crédito com o Banco Banif, o Palmeiras terá de pagar mais de 150% de juros e toda a dívida está prevista para ser quitada daqui três anos, se não atrasar ainda mais. O contrato de Valdivia vai até julho de 2015 e a multa para que ele saia para um clube de fora de país é cerca de R$ 100 milhões.
No ano passado, Valdivia tentou deixar o Palmeiras após o sequestro relâmpago que sofreu em junho. Abalado, disse que não queria mais jogar no Brasil, mas acabou sendo convencido pela diretoria a ficar. Convencido em partes porque na verdade o clube não recebeu nenhuma boa proposta para liberar o meia, a não ser uma de 4 milhões de euros de uma equipe do Catar, logo rechaçada.
E agora?
O sumiço de Valdivia irritou bastante a diretoria alviverde, principalmente por ele não ter se justificado. Até o pai do jogador disse depois não saber os motivos da falta do filho. César Sampaio afirmou que apenas nesta sexta o meia deu notícias, por meio de SMS. ''Mas não disse nada justificável'', contou.
Antes disso, na quinta, o dirigente procurou o pai do atleta e só conseguiu falar com um prestador de serviços de Valdivia, que só confirmou que ele ainda estava no Chile. ''Ainda queremos ouvir suas justificativas pessoalmente, mas hoje ele será punido'', avisou César Sampaio.
Em 2012, Valdivia foi criticado internamente por Marcos Assunção por sua suposta falta de comprometimento com o time (os dois quase brigaram) e até pelo técnico Gilson Kleina, que esperava mais do meia. Como se vê, a situação do chileno não está nada boa e só piora com o tempo.

mockup