Valdivia marca e Palmeiras bate o Corinthians
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domingo, 02 de março de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Como acontece há 91 anos, o time que está em pior fase vence o clássico entre Corinthians e Palmeiras. Ontem, no Morumbi, não foi diferente. O time do Palestra Itália venceu o rival do Parque São Jorge, por 1 a 0, manteve o adversário fora do G-4 - grupo dos semifinalistas - e ganhou ânimo para obter uma vaga na fase semifinal do Campeonato Paulista, agora com 19 pontos, um a menos que o oponente, que não perdia desde a segunda rodada da competição estadual.
O gol da vitória foi marcado pelo chileno Valdivia, que festejou com ''chororô'', a exemplo do que fez o atacante flamenguista Souza, provocando o time do Botafogo, após a final da Taça Guanabara. No caso de Valdivia, foi diferente. ''Disseram que sou chorão por causa das faltas que sofro. Sou chorão mesmo. Mas quem chorou hoje (ontem) foram eles'', disse o camisa 10 palmeirense, após o jogo, ainda no gramado.
O jogo começou nervoso, com os times exagerando na pegada e nos erros de passes. Com mais armadores, o Palmeiras chegava com mais frequência perto da área corintiana, mas Júlio César só foi exigido aos 28 minutos. O goleiro, que substituiu Felipe (machucado) fez grande defesa em cabeçada de Diego Souza.
O Palmeiras foi melhor na primeira etapa. E poderia ter saído na frente do placar se não fosse marcado equivocadamente um impedimento de Valdivia ou se o juiz Rodrigo Braghetto tivesse visto o pênalti de Diego Rincón sobre o meia chileno.
O Corinthians só foi incomodar Marcos nos minutos finais. Sempre pelo lado direito, com a disposição de Carlos Alberto. Na primeira chance, o ala direito errou no cruzamento. Na segunda, Lulinha se precipitou e preferiu chutar fora a tocar para André Santos, livre, dentro da grande área.
O segundo tempo foi mais aberto, a ponto de o Corinthians conseguir incomodar Marcos pela primeira vez aos 13 minutos. Herrera bateu cruzado e o goleiro do Palmeiras defendeu parcialmente. Diogo Rincón, impedido, mandou para as redes. O lance foi corretamente invalidado pelo árbitro.
O Palmeiras seguiu levando mais perigo e já poderia ter aberto o placar com o zagueiro Gustavo, após falha coletiva da zaga corintiana. Júlio César fez mais uma boa defesa.
Aos 29, o lance decisivo. Lulinha perdeu a bola na intermediária, Diego Souza lançou Kléber, que bateu cruzado. Júlio César defendeu parcialmente e a bola sobrou para Valdivia, que ganhou de Carlão na corrida e abriu o placar. O chileno festejou muito e saiu fingindo que estava chorando.
Com a vantagem, o Palmeiras atuou no contra-ataque nos minutos finais da partida e teve mais chance de ampliar do que o Corinthians de empatar.
História
O Palmeiras somou a quarta vitória consecutiva sobre o Corinthians, feito que não ocorria desde 1963. Foram duas vitórias no Campeonato Brasileiro do ano passado e uma no Paulista. ''Isso é uma coisa que serve para apenas alimentar a rivalidade do grande clássico'', disse o técnico palmeirense Vanderlei Luxemburgo.
Público
O clássico levou ao Morumbi o maior público deste Paulistão: 49.095 torcedores assistiram ao jogo (foram 48.930 pagantes). Há seis anos que os dois rivais não levavam um número tão grande de torcedores ao estádio - a última vez tinha sido no Torneio Rio-São Paulo de 2002, com 47 mil pessoas.
EM SÃO PAULO
Corinthians 0
Júlio César; William, Chicão e Carlão (Lima); Carlos Alberto, Bruno Octávio (Bóvio), Perdigão, Diogo Rincón (Heverton) e André Santos; Lulinha e Herrera. Técnico: Mano Menezes
Palmeiras 1
Marcos; Wendel (Kléber), Gustavo e Henrique; Élder Granja, Pierre, Léo Lima, Diego Souza (Martinez) e Leandro; Valdivia e Alex Mineiro (Denílson). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Estádio: Morumbi
Público: 48.930 pagantes
Renda: R$ 889.130,00
Gol: Valdivia aos 32 minutos do 2º tempo


