São Paulo - Recuperado de uma lesão na coxa esquerda, o meia Valdivia comemou muito o seu retorno aos gramados após a classificação do Palmeiras às quartas de final da Copa Sul-Americana, obtida na vitória por 3 a 1 sobre o Universitario Sucre, na noite de quarta-feira, na Arena Barueri.
O chileno tinha previsão de voltar ao time em um prazo de até 15 dias, mas surpreendeu até mesmo os médicos do clube ao conseguir jogar os 90 minutos da partida diante dos bolivianos.
''O departamento médico e de fisioterapia do clube estão de parabéns. Eu estava com algumas dores, isso é fato, mas eram suportáveis. Fiz diversos testes e me senti preparado para jogar. Não era um risco. Felizmente, consegui ajudar meus companheiros e atingimos nosso objetivo'', afirmou o camisa 10 palmeirense ao site oficial do clube.
Valdivia, porém, era dúvida para o confronto até momentos antes de a bola rolar. Segundo o técnico Luiz Felipe Scolari, ''o meia teve uma fibrose, mas que outros outros exames foram feitos depois e nada apareceu''.
''O clássico diante do Corinthians é um jogo que ninguém quer ficar de fora. Eu quero estar em campo até se estiver manco ou com dor. Todo palmeirense valoriza esse confronto e a vontade é enorme de jogar'', completou Valdivia, referindo-se ao jogo deste domingo, pela 31 rodada do Campeonato Brasileiro.
Um dos destaques da equipe palmeirense, o atacante Kleber já tratou de colocar fogo na partida e declarou que a pressão para vencer o clássico é do Corinthians. ''É um jogo que não tem favorito. A gente vive um momento diferente do Corinthians. A pressão de vencer o jogo é maior do Corinthians. O Corinthians até outro dia estava na liderança e agora corre o risco de ficar fora da Libertadores'', afirmou Kleber. ''Não tem moleza. Vamos jogar para ganhar, vai ser um jogo legal'', acrescentou o atacante.
Autor do primeiro gol do Palmeiras na vitória sobre o Universitario Sucre, pela Copa Sul-Americana, Kleber declarou que o Palmeiras não deixará o Brasileiro de lado para priorizar a competição sul-americana. ''A Sul-Americana tem alguns frutos, como conquistar um título já que estávamos desacreditados no início do ano, tem a vaga na Libertadores e também a possibilidade de disputar a Recopa (Sul-Americana) contra o Inter, que foi campeão da Libertadores. Mas não dá para desmerecer e deixar de lado o Brasileiro. Temos que continuar lutando nas duas competições'', disse.

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