Valdivia é contestado e Palmeiras procura interessados ricos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Lancepress 
São Paulo - A paciência com Valdivia acabou no Palmeiras. O presidente Paulo Nobre reluta em público, mas internamente é grande a insatisfação de membros da comissão técnica com o chileno, que ficou fora da eliminação na Libertadores para o Tijuana (MEX), na última terça, por mais uma lesão. Ele não joga há mais de dois meses por causa de um problema muscular na coxa direita e não tem previsão de retorno.
Nobre já foi avisado que o melhor caminho a se tomar com o atleta é a saída dele do Palestra Itália. A alegação feita ao mandatário é que "não dá para contar com Valdivia para uma sequência de jogos", sobretudo pelo fato de ele não se cuidar fora de campo, mesmo quando lesionado.
De fato o chileno está mais regrado neste ano com relação a horários, mas dentro do clube este comportamento é visto apenas como obrigação de qualquer profissional.
Mas a venda de Valdivia esbarra na falta de clubes interessados nele e com dinheiro para pagar o alto salário do meia (cerca de R$ 500 mil). As cifras são muito elevadas para o padrão do mercado sul-americano.
Autorizado pelo Palmeiras, um empresário tenta colocar Valdivia em uma grande equipe do futebol mexicano, mas encontra dificuldades. A Major League Soccer (MLS), nos Estados Unidos, e o Oriente Médio, também são alvos do agente.
O Palmeiras até diminuiu a pedida para liberar o jogador. No ano passado o Verdão aceitaria uma transferência por 5 milhões de dólares (R$ 10,1 milhões) e hoje já admite fazer negócio por menos: 3 milhões de dólares (R$ 6 milhões). Este valor é muito abaixo do montante que ainda custa ao Palmeiras o retorno de Valdivia, em 2010: R$ 36 milhões, valor total com encargos burocráticos e juros para sanar a dívida contraída na gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo.
Os próximos dias serão definitivos para o futuro de Valdivia no Palmeiras. Se Nobre defende o meia publicamente, o mesmo não acontece com outros membros da cúpula.
Valdivia atuou em apenas nove jogos (269 minutos) das 28 partidas (2.520 minutos) que o Alviverde disputou na temporada. Marcou um gol e deu duas assistências.


