Valderrama deixará
o futebol após a Copa
France Presse
O meio-campista e capitão da seleção da Colômbia, Carlos ‘‘Pibe’’ Valderrama, símbolo do milagre do futebol do país na última década, quer terminar brilhantemente sua carreira internacional na Copa da França. Um país que conhece bem. Aos 36 anos, Valderrama espera impacientemente o início do Mundial para mostrar sua técnica, ainda intacta, embora o físico deixe a desejar. No baú de suas recordações, o meio-campista lembra o gol marcado contra os Emirados Árabes Unidos no Mundial-90 na Itália (2 a 0).
Mas o gol que mais o alegrou é o que foi marcado contra os argentinos (1 a 1) nas eliminatórias para a Copa-98, em Buenos Aires. Valderrama entrou no seleto círculo de jogadores com mais de 100 participações na seleção.
Ameaça Os colombianos ameaçaram no último domingo, em Nova York, voltar ao seu país e não viajar à Europa para disputar amistosos de preparação para o Mundial-98, contra a Alemanha e Bélgica, se a Federação de Futebol (FCF) não melhorar seus prêmios, informou ontem o telejornal RCN de Bogotá. ‘‘Chegou um momento de pressões enfadonhas’’, comentou o jornalista da RCN Carlos Antonio Vélez.
Vélez disse, de Frankfurt - local do jogo diante da Alemanha, sábado - que o treinador Hernán Darío ‘‘Bolillo’’ Gómez se retirou ‘‘magoado’’ do quarto do hotel onde se discutia o assunto. ‘‘Não senhores, eu sou o técnico de uma equipe que vai jogar o Mundial, e vai jogar. Resolvam o problema sem pressões’’, enfatizou, ao sair da reunião entre os jogadores e o presidente da FCF, Alvaro Fina.
Fina tinha dito que o o grupo ganharia um milhão de dólares por se classificar para o Mundial e disputar as três partidas da primeira rodada da França-98, mas os jogadores alegavam que ‘‘a série classificatória era uma coisa e o Mundial, outra’’.
Outros jornais de Bogotá asseguraram que Fina voltou à Colômbia para conseguir o dinheiro para pagar os prêmios.

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