São Petersburgo, Rússia - Jérôme Valcke disse ontem que deve deixar o seu cargo de secretário-geral da Fifa após o sucessor do presidente Joseph Blatter ser eleito. O dirigente, no entanto, garantiu que a sua saída não tem relação com a crise que abalou a entidade, pois ele não é responsável por qualquer irregularidade.
O francês ocupa há oito anos o cargo de secretário-geral da Fifa, que está agora no centro de investigações criminais pelas autoridades dos Estados Unidos e da Suíça. O peso das acusações envolvendo membros da entidade e a pressão de patrocinadores levaram Blatter a anunciar prematuramente a sua saída da Fifa, que preside desde 1998.
Após ser reeleito para um quinto mandato de quatro anos, ele vai ver um sucessor ser escolhido apenas nove meses após a última votação, pois o novo pleito foi marcado para 26 de fevereiro.
"Quem se tornar o novo presidente da Fifa, deve ter um novo secretário-geral porque este é o relacionamento mais importante", disse Valcke. "Sobre o meu futuro, eu diria que pelo menos mereço alguma privacidade". (A.E.)

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