Vaidade emperra o encontro do Clube Brasil em Londrina
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sexta-feira, 01 de junho de 2001
Claudemir ScaloneDe Londrina 
A reunião do Clube Brasil (CB), ontem em Londrina, ilustrou bem porque os chamados primos pobres do futebol brasileiro têm pouco poder de influência junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e às próprias TVs. Houve muita discussão entre os vinte clubes associados à entidade, presentes no andar térreo do Hotel Bourbon, e pouco avanço na pauta que prometia mudanças no estatuto, formação do conselho deliberativo e eleição do novo presidente do CB. O encontro, que começou às 14 horas, prometia seguir noite adentro.
Em jogo o duplo poder delegado ao futuro presidente do CB: administrar uma verba mensal estimada em R$ 14 mil (caso todos os clubes estivessem em dia com as mensalidades de R$ 700,00) e a futura porcentagem financeira que a entidade terá direito com a comercialização da competição para as TVs. Todo esse embate transformou o encontro numa fogueira de vaidades.
Durante mais de quatro horas, os dirigentes se debateram em torno de uma questão legal: se os times inadimplentes com as mensalidades poderiam ou não participar da elaboração do estatuto e das eleições. Dos 20 sócios, apenas São Caetano-SP, Juventude-RS, Joinville e Gama-DF estão em dia. Dos quatro, só o Joinville está na Série B, os outros estão na Série A. Depois de muito bate-boca, decidiu-se que os inadimplentes teriam direito a voto com a promessa de pagar 50% do débito. São os casos do Londrina, Botafogo-SP, Ceará, ABC-RN, América-RN, Criciúma, Náutico, Avaí, CRB-AL, São Raimundo-AM, Remo-PA, Desportiva-ES, 15 de Piracicaba, América-MG, Vila Nova-GO e Paysandu.
Dificilmente, o novo presidente do CB seria conhecido ontem. O encontro prossegue hoje, às 9 horas, com a palestra do presidente do São Paulo, Paulo Amaral Vasconcelos. Na sequência, os clubes discutirão as cotas de patrocínio da TV, o que deverá demandar nova pendenga entre os dirigentes.


