Vaias se repetem na festa de encerramento
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domingo, 29 de julho de 2007
Folhapress 
Rio de Janeiro - As imagens que ficaram marcadas da cerimônia de abertura do Pan-Americano do Rio de Janeiro se repetiram ontem à noite, na festa de encerramento do Rio 2007. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi vaiado, as músicas e coreografias se repetiram e o show de fogos foi, mais uma vez, marcante.
Como é de praxe nas cerimônias de encerramento, o presidente da Odepa, Mario Vázquez RaÀa, fechou a festa dizendo que ''o Rio celebrou os melhores Jogos Pan-Americanos da história''. Nas últimas edições do Pan, ele só não repetiu o gesto em Santo Domingo-2003, marcado por atrasos e confusões e com a memória viva de Winnipeg-1999, os mais elogiados da história.
No sábado, o mexicano, que preside a Odepa há mais de 30 anos, tinha evitado declarar o Rio-2007 como o melhor da história, afirmando que os Jogos tinham sido ''quase perfeitos''. Ontem, o dirigente fez o elogio, mas com um ar um tanto constrangido. Logo em seguida, às 19h05, RaÀa declarou fechados os Jogos Pan-Americanos.
As vaias, que marcaram a abertura e fizeram com que o presidente Lula fosse o primeiro chefe de Estado a não abrir o Pan, voltaram. Quando o presidente do Comitê Organizador do Pan, Carlos Arthur Nuzman, agradeceu aos poderes federal, estadual e municipal, um misto de vaias e aplausos foi ouvido.
RaÀa não teve a mesma sensibilidade de Nuzman para colocar os agradecimentos ao poder público juntos. Quando ele citou os nomes de Lula e do prefeito do Rio, César Maia, o público vaiou demonstrando uma briga política velada nas arquibancadas do Maracanã.
Um dos pontos altos da festa aconteceu logo no início, quando o hino nacional foi tocado. Os bombeiros que participaram do resgate das vítimas do acidente com o avião da TAM, em São Paulo, entraram no estádio carregando a bandeira do Brasil.
Depois, foi a vez dos atletas brasileiros serem ovacionados. Os dois telões mostraram os melhores momentos do Pan e o público aplaudiu e gritou cada vez que reconheceu um brasileiro nas imagens, principalmente quando apareceram as meninas do futebol feminino. Enquanto isso, o lugar reservado aos atletas permanecia quase vazio. Poucos compareceram à festa e o local. Os cubanos, que deixaram o Brasil às pressas no sábado, estiveram presentes com uma delegação muito reduzida.
Quando RaÀa encerrou o Rio 2007, começou a passagem do bastão para a próxima sede do Pan, a mexicana Guadalajara. A festa mexicana foi mais empolgante que a reedição brasileira. Guerreiros maias entraram no palco e dançaram, para depois serem substituídos por ''mariachis''.


