Brasil não convence contra o Equador.
Mas se redime contra a Venezuela
Paulo WolfgangTime aguarda a execução do Hino Nacional antes de pegar a Venezuela: vitória por 3 a 0 fez torcida esquecer vaias do jogo anteriorMilton DóriaRonaldinho invade a área do Equador: vitória e...vaiasCesar AugustoBaiano abraça Fabiano: contra a Venezuela, primeiros aplausosDomingo de sol é dia de futebol. E foi com essa expectativa que o torcedor londrinense foi ao Estádio do Café para assitir à segunda partida da Seleção Brasileira no Pré-Olímpico na quarta-feira, 23 de janeiro. O Equador não metia medo em ninguém e todos pensavam que seria o dia da reabilitação, depois da estréia frustrande diante do Chile. Ledo engano. O Brasil venceu por 2 a 0 mas não convenceu. E o pior: o torcedor vaiou sem dó nem piedade.
A apresentação em campo não foi das melhores e o time apresentava vários problemas, entre eles falta de força ofensiva e entrosamento. A formação com três cabeças de área no meio campo – Mozart, Baiano e Fabiano – e Mancini na lateral direita mostrava-se ineficiente.
O primeiro gol brasileiro saiu aos 17 minutos: Mozart acertou belo passe para Ronaldinho, que esperou a saída do goleiro e tocou para o fundo das redes. O torcedor até se animou achando que o time iria deslanchar. E mais uma vez a seleção decepcionou.
Só depois de ouvir os insistentes gritos da torcida, que pedia mudanças, o Brasil melhorou. Com Athirson no lugar de Mozart, Lucas e Adriano nos lugares de Fábio Júnior e Mancini, o time ganhou velocidade e força ofensiva. Mas o alívio só veio aos 35 minutos do segundo tempo: Ronaldinho cruzou para Alex na área, que desviou de cabeça e marcou o segundo gol.
Mesmo vencendo o time não agradava e teve que ouvir os protestos: ‘‘Ô seleção, cadê você? Eu vim aqui só para te ver’’; ‘‘Ão, Ão, cadê a seleção’’, além, é claro, das insistentes vaias que até o Luxemburgo achou justas pelo fraco futebol apresentado.
Venezuela – Para o terceiro compromisso no Pré-Olímpico, no dia 26 de janeiro, contra a Venezuela, o Luxemburgo pediu trégua e prometeu para a torcida um verdadeiro espetáculo. ‘‘Precisamos do apoio da torcida, afinal jogamos em casa e o torcedor será nosso centroavante’’.
A torcida até que fez sua parte, mas o 3 a 0 sobre a fraquíssima Venezuela não animou muita gente. Mesmo assim aconteceu o tão necessário apoio das arquibancadas, no fim do jogo, através dos aplausos. O time jogou bastante modificado: Fábio Costa substituiu Sílvio; Mancini foi ‘‘poupado’’ e em seu lugar jogou o volante Baiano; e Marcos Paulo teve a primeira chance de entrar jogando. Depois ainda entraram Lucas e Warley, que deram outra movimentação ao ataque.
Ao contrário dos outros jogos, contra a Venezuela o Brasil marcou logo no início, o que acalmou o time em campo e a torcida nas aqruibancadas. O gol: Alex lançou Baiano, que cruzou para Ronaldinho abrir o placar aos sete minutos. A vantagem, que poderia dar ânimo, teve efeito contrário e a seleção se arrastava em campo.
Pressionado pela torcida, Luxemburgo colocou Warley e Lucas, que contribuíram para uma melhor performance do time. Começava ali o ‘‘dedo’’ da torcida londrinense na escalação do time.
Mas gol que é bom só aos 30 minutos da segunda etapa: Alex lançou Lucas que driblou um zagueiro e chutou forte para fazer 2 a 0 e deixar a torcida feliz. Aos 39 minutos Lucas voltou a fazer boa jogada e foi derrubado na área. Pênalti que Ronaldinho cobrou, fazendo 3 a 0.
Depois do jogo Luxemburgo voltou a reclamar da torcida, chamando-a de ‘‘bairrista’’ – porque pedia a entrada dos atletas que atuam nos clubes paranaenses – e dizendo que a seleção não merecia as vaias. Ao final da entrevista coletiva Luxemburgo voltou a prometer que na próxima partida, contra a Colômbia, o Brasil jogaria melhor.

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