Vaia dos 100
mil não derruba
o lateral Cafu
Agência Estado
A vaia de cem mil pessoas não foi suficiente para derrubar o lateral Cafu. Quem fez 11 testes na carreira até ser aprovado como jogador de futebol não pode ligar muito para isso. Mesmo que a reprovação tenha vindo da arquibancada do Maracanã. Eleito o terceiro melhor jogador do futebol italiano, o atleta criticado e reprovado pelos torcedores na derrota para a Argentina, sentiu-se redimido. Cafu é assim mesmo. Sabe que uma boa atuação é suficiente para superar tudo o que aconteceu na noite em que ouviu um côro malcriado no Maracanã. Mas não culpa a torcida pela crítica sistemática. ‘‘É estranho me perguntarem por que aquilo aconteceu’’, diz. ‘‘O torcedor foi mais em cima do que a imprensa escreveu.’’ Cafu ligou no outro dia para saber o que os jornais brasileiros tinham escrito sobre sua atuação. ‘‘Diziam que eu não servia para a seleção, que eu não sabia cruzar, que eu estava velho, tudo.’’ O jogador sabe que não foi o jogo contra a Argentina que criou esse seu perfil. ‘‘Eu não entendo, mas a pressão sobre o meu desempenho é maior’’, afirma. ‘‘Na partida com a Argentina, todo o time jogou mal, mas fui o mais criticado.’’ Segundo ele, tem muito jogador que joga menos, e é menos criticado.

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