Festejado pelos familiares e amigos, o londrinense Vaguinho desembarcou ontem, às 17 horas, no aeroporto local. Exibindo orgulhoso a medalha de pentacampeão mundial, o jogador relembrou um dos momentos mais difíceis da luta pelo título. ‘‘Foi quando vencemos a Holanda, depois do empate contra a Ucrânia. Como precisávamos vencer, todo mundo deu tudo aquilo que podia. Aí foi só esperar a hora da final contra os espanhóis’’.
Ao ressaltar o ‘‘espírito de equipe’’ dos companheiros, o ala do Inter, de Porto Alegre, reconheceu que o respeito dos adversários foi fundamental para a conquista do campeonato. ‘‘Os jogadores das outras seleções têm um respeito e uma admiração muito grande por nós. Até então, não tinha muita noção da valorização que tem um jogador da seleção brasileira’’, afirmou Vaquinho, que deve ficar descansando em Londrina até o início de janeiro. Vaguinho começou a jogar futsal na AABB, de Londrina e depois foi para o Candeias, de Curitiba.
Chegada Além de taças medalhas e prêmios, a seleção brasileira pentacampeã mundial de Futsal desembarcou ontem pela manhã, em Cumbica com uma expectativa otimista para o futuro do esporte. A primeira esperança é que a FIFA consiga convencer o Comitê Olímpico Internacional (COI) a incluir o futsal como modalidade olímpica, já a partir de Sidney 2000. A outra é que a modalidade possa ter a mesma divulgação de esportes como o vôlei e o basquete. ‘‘Esse é sem dúvida o esporte do futuro’’ - afirmou o técnico Eustáquio Araújo, o Takão.
Apenas alguns poucos torcedores, parentes e a imprensa esperavam os responsáveis pelo título inédito. Todos usavam orgulhosamente a medalha no peito. Além disso, Manoel Tobias (bola de ouro, artilheiro e tênis de ouro) e Choco (bola de prata, vice-artilheiro e tênis de prata) carregavam os troféus que receberam no jantar de encerramento com a presenças do presidente da FIFA, João Havelange, de Juan Antonio Samaranch do COI e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que prometeu uma premiação especial, ainda não definida aos campeões. ‘‘O valor desse prêmio não interessa, porque o mais importante era o título’’ - afirmava Manoel Tobias, que, como outros brasileiros, recebeu várias propostas para ficar na Espanha. ‘‘Minha prioridade é ficar no Brasil’’.
O pivô Choco aproveitou para desmentir a gravidade na contusão no joelho. ‘‘Não é nada grave’’ - garantiu. ‘‘Eu saí para o Fininho entrar e bater a falta.’’ No lance surgiu um dos gols do Brasil. O jogador lembrou as dificuldades que passou durante a fase de preparação. Especialmente o incêndio que destruiu a casa de sua mãe em Porto Alegre, quando ele estava em Belo Horizonte concentrado com o time. ‘‘Quase tive que deixar a preparação por alguns dias, mas acabei ficando e foi melhor’’ - lembrou. ‘‘A casa dela está quase pronta e pude participar desse título.’’

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