Quando aceitou a proposta do Paulista de receber algumas bolas e chuteiras pelo passe do volante Vágner, o Arapongas, clube que o revelou, não imaginava o craque que estava perdendo.
Depois disso, o jogador só foi crescendo e conquistando títulos e espaço no futebol brasileiro. Passou por União São João e Santos, onde foi vice-campeão nacional em 95. Foi para o Roma, da Itália, e voltou ao Brasil para ser campeão carioca, nacional e da Libertadores pelo Vasco. Mas a melhor fase de Vagner no Brasil foi no São Paulo, em 2000. No Morumbi, foi campeão Paulista e vice da Copa do Brasil. Depois foi jogar no Celta, da cidade de Vigo, na Espanha.
Na Copa Ouro de 2001 foi a única vez em que Vagner vestiu a camisa da seleção. ''Foi uma desilusão muito grande. Me levaram para tapar buraco'', reclamou. ''Não penso mais em seleção'', garantiu.
Quem vê a vida do jogador hoje nem imagina as dificuldades que passou quando criança. Ele morava com a mãe, o irmão e o avô no VGD. ''Meu avô era o zelador e eu ajudava ele a cuidar do campo'' relembrou. ''Tive muita dificuldade e o meu irmão foi muito importante. Ele abriu mão do sonho dele de ser jogador para me ajudar. Foi o pai que eu não tive'', afirmou.
Vagner pretende ser jornalista quando encerrar a carreira. Com 31 anos, ele ainda não sabe quando isso acontecerá. ''Se voltar para o Brasil, vou terminar os estudos e fazer jornalismo. Quero ser comentarista ou ter um programa. Também penso em ter uma coluna na Folha de Londrina. Vou unir a experiência de jogador com a teoria do jornalismo'', contou.
O volante fez uma artroscopia no joelho esquerdo há 20 dias com médicos do São Paulo e ficará parado pelos próximos três meses.
Polêmica - Há quatro meses Vagner foi condenado há sete meses de prisão, acusado de agredir um policial espanhol. ''Tive problemas com o policial, mas não bati nele. Consegui um vídeo de uma TV e recorri. Estou esperando o julgamento. Não houve prisão'', esclareceu. (T.M.)

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