São Paulo, 24 (AE) - O volante Vágner foi suspenso por um jogo pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol, por causa de sua expulsão diante do Rio Branco, quarta-feira. O julgamento ocorreu hoje à tarde. A decisão dos juízes paulistas, contudo, que parecia ter causado apenas um desfalque na equipe do São Paulo para a partida de domingo, contra o União Barbarense, teve consequências mais sérias. O técnico Levir Culpi ficou irritado com o Departamento Jurídico do clube.
"Tudo isso me leva a crer que nossos advogados não tiveram competência para defender o jogador", disse o treinador
que já havia ficado indignado com o Departamento Jurídico pela punição do atacante Sandro Hiroshi, de 180 dias. Levir também acusou o tribunal de estar usando "critérios estranhos" para julgar os atletas no Campeonato Paulista.
"O Rincón, do Santos, chutou um rapaz por trás, levou o cartão vermelho e, depois, foi absolvido; com o Argel, do Palmeiras, a história foi parecida", lembrou o treinador. "Os juízes estão usando dois pesos e duas medidas." Para Levir, os dirigentes do clube devem levar uma fita do jogo São Paulo x Rio Branco para o tribunal e exigir punição aos árbitros, Sílvio Talarico e André Pinto.
O volante Vágner, em conversa com Levir, disse ter ficado aborrecido com a punição. Garantiu que sua falta foi comum e que estava sendo ameaçado de expulsão pelos árbitros desde o primeiro tempo. Apesar dos protestos, o treinador já preparou a equipe sem o volante. Edu voltará ao time e Raí será improvisado na marcação, ao lado de Axel.
O lateral Belletti completará domingo, diante do União Barbarense, cem jogos pelo São Paulo. Nesse período, o jogador já fez dez gols. "Quero comemorar essa data importante com uma vitória, pois devo a melhor parte de minha carreira ao São Paulo", contou.
Mesmo animado por estar de volta à capital paulista, Belletti ainda negocia com a diretoria uma possível prorrogação de seu contrato, que termina na segunda quinzena de abril, durante o Paulista. Ele confessou que ainda é muito assediado por dirigentes do Atlético e por velhos amigos de clube. "O Galo e o Marques vivem ligando para a minha casa; hoje, não posso pisar mais em Belo Horizonte com tranquilidade."

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