O zagueiro Vágner monopolizou o noticiário esportivo de quarta-feira. Cansou de responder as mesmas perguntas. Mas sempre educado, atendeu a todos. Jornalistas, repórteres, comentaristas. Todos atrás do depoimento do autor do gol mais polêmico do ano. ''Cara, estou com a cabeça estourando. Está difícil encarar esta situação. Isso é uma coisa que pode acontecer com todo mundo'', justificou.
Em entrevista à Folha, por telefone, o zagueiro, de 31 anos, que jogou no Botafogo-RJ, Vila Nova, CRB e XV de Piracicaba explicou os detalhes do gol e afirmou que não teve a intenção de usar a mão para marcar o gol de empate diante do Londrina. ''O gol surgiu de uma falta no lado esquerdo do nosso ataque. O Agamenon (meia) cruzou e a bola raspou na minha cabeça e acabou tocando na minha mão antes de entrar. O lance foi confuso e acabou encobrindo a visão do árbitro'', disse o zagueiro, que admite que o gol foi ilegal.
O jogador disse ainda que entende a revolta dos jogadores do LEC, que se sentiram lesados com o deslize da arbitragem. ''Se fosse comigo, agiria da mesma forma. Os jogadores do Londrina estão certos em reclamar. Mas estas falhas acontecem todo dia. Nós também já fomos prejudicados nesse campeonato. Contra o Brasiliense, lá em Brasília, a gente vencia por 1 a 0 e o árbitro não acabou o jogo antes do Brasiliense empatar. Foi um pênalti inexistente'', lembrou Vágner, que deixou o banco de reservas do Joinville para ganhar as páginas dos jornais de todo País.
''Não tive a intenção de fazer o gol daquela forma. Não sou favorável a este tipo de coisa'', afirmou. (G.G.)

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