Áureo Nogueira
De Londrina
A Portuguesa Londrinense perdeu no campo o direito de disputar a Série C do Campeonato Brasileiro. Mas quer ganhar a vaga no ‘‘tapetão’’. O time perdeu para o Rio Branco os dois jogos da Seletiva: por 3 a 1 em Paranaguá, no dia 11, e por 2 a 1 em Londrina, anteontem à noite. Para ganhar os pontos, a Lusa alega que o Rio Branco utilizou um jogador irregularmente.
O diretor jurídico do clube, Hélio Camargo, protocolou duas denúncias na Federação Paranaense de Futebol (FPF). A primeira, no dia 12, depois do jogo em Paranaguá. A segunda, ontem. As representações apontam nulidade na inscrição do atleta Rui Wanderlei Weis.
De acordo com o Camargo, o passe de Rui pertence à própria Lusa, que o emprestou ao clube de Paranaguá para a disputa do Campeonato Paranaense. Este empréstimo teria vencido no dia 30 de junho e não foi renovado. ‘‘A Portuguesa não fez novo empréstimo do Rui. Tudo indica que o documento foi fraudado’’, afirma, revelando que já encontrou indício da fraude. ‘‘Conseguimos duas cópias do termo de empréstimo, cada uma foi escrita com máquina diferente. Deduzimos que foi rasurado documento relativo ao empréstimo efetivamente realizado, mas que está vencido desde 30 de junho’’, completou.
Para comprovar as alegações, a Portuguesa Londrinense protocolou na Federação requerimento pedindo os originais dos documentos apresentados pelo Rio Branco, para perícia. Pede, também, a conversão dos pontos dos dois jogos e a indicação da Lusa como representante paranaense na Série C do Brasileiro.
Por outro lado, o Rio Branco assegura que o atleta está inscrito regularmente e atribui a alegação da Lusa a um problema administrativo do clube londrinense. ‘‘O empréstimo do jogador está legal, a documentação foi assinada pelo presidente da Portuguesa. O mal-entendido deve ter surgido por problemas administrativos. Nós estamos absolutamente tranquilos, tanto que mesmo sabendo da alegação do adversário utilizamos o jogador’’, disse Erwin Walter Aal Júnior, o Vivi, diretor de futebol do Rio Branco.
A FPF confirma a versão do time de Paranaguá. Segundo o superintendente, Eliseu Siebert, a inscrição de Rui Wanderlei Weis está legal. ‘‘Aparentemente, a documentação apresentada pelo Rio Branco está regular e já foi encaminhada para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)’’, opinou Siebert.
O próprio Rio Branco já foi beneficiado no tapetão. Na fase anterior, perdeu no campo mas alegou que o Paranavaí utilizou um jogador inscrito fora do prazo. Conseguiu a classificação administrativamente, mas o Paranavaí não se conformou e apresentou recurso ao Tribunal de Justiça Desportiva. O julgamento deve ser realizado na próxima semana.

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