Cidade do Cabo - A Alemanha sonha com o quarto título mundial. Mas para isso terá de passar primeiro pela Espanha, nesta quarta-feira, em Durban, na semifinal. Antes, o time do técnico Joachim Löow poderá obter uma outra façanha. Caso superem os atuais campeões europeus, os alemães já ganharão o status de maiores finalistas em Mundiais, superando o Brasil. Serão oito decisões, contra sete dos pentacampeões. ''Eu ficarei feliz se atingirmos este feito, pois aí nossa meta principal também terá sido alcançada'', afirmou o treinador alemão, referindo-se à classificação para a decisão.

Nas 18 edições de Copas, a Alemanha esteve por 11 vezes nas semifinais, contra dez do Brasil. Aumentou esta vantagem no último sábado ao superar a Argentina e colocar seu nome entre os quatro melhores em mais uma oportunidade. São três títulos (1954, 1974 e 1990), quatro vice-campeonatos (1966, 1982, 1986 e 2002), três terceiros lugares (1934, 1970 e 2006) e uma quarta colocação (1958).

''Temos uma forma de jogar forte, eficaz. Além disso, somos uma das poucas equipes do Mundial a poder contar com todos os nossos jogadores atuando dentro do país'', afirmou o meia Michael Ballack, que, machucado, não pôde atuar na Copa. Curiosamente, ele seria o único a jogar em clubes do exterior. Ballack é atleta do Chelsea, da Inglaterra, desde 2006.

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Löow não poderá contar com a revelação Muller na semifinal, que está suspenso por ter recebido o segundo cartão amarelo. Mas não se assusta. ''Tenho uma tática de jogo. Convoquei os jogadores que considero ideais para desenvolver cada função. Então, na há motivo para preocupação. Confio em todos da mesma forma'', disse o treinador, que, diante da Argentina, substituiu Muller por Trochowski. Aos 20 anos, Muller tem feito ótima Copa do Mundo e já marcou quatro gols. (W.B.J./A.E.)

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