Os jogadores do Atlético querem fazer do jogo de amanhã contra o Cruzeiro, às 20h30, na Arena da Baixada, pela Copa do Brasil, um clone do que foi a vitória de 3 a 0 sobre o Paraná Clube no último domingo, pelo Campeonato Paranaense. A ordem entre os próprios atletas é para que o grupo não se acomode e tenha muita seriedade para aproveitar as oportunidades que aparecerem.
Como perdeu por 2 a 1 na partida de ida, no Mineirão, o Rubro-Negro precisa ganhar amanhã de qualquer jeito. Para ficar com a vaga, tem algumas opções. Se vencer por 1 a 0 se classifica porque fez um gol na casa do adversário e, com este placar, não terá tomado em sua casa. Se tomar um gol ou mais, terá que vencer por dois de diferença. Se devolver os 2 a 1, a decisão vai para os pênaltis.
Para evitar os pênaltis e o sofrimento, os jogadores já se mostram determinados em repetir a eficiência ofensiva mostrada no último domingo. Na segunda etapa, o Atlético aproveitou bem as oportunidades e praticamente ‘‘matou’’ o Paraná. ‘‘Contra o Cruzeiro temos que fazer o mesmo. Se fizermos um não podemos nos acomodar. A ordem é aproveitar as oportunidades que forem surgindo’’, disse o atacante Kléber.
O meia Kelly junta ao exemplo da eficiência contra o Paraná o que aconteceu com o rubro-negro na Libertadores. ‘‘Contra o Atlético Mineiro estávamos ganhando por 2 a 0 e ainda tivemos outras chances. Só que não fizemos e acabamos eliminados. Em jogos decisivos, nunca dá para achar que a partida está ganha. Quanto mais gols fizermos, melhor’’.
De acordo com os jogadores, o fato de falarem em aproveitar as oportunidades, no entanto, não quer dizer que esperam uma partida fácil. ‘‘Pelo contrário. O Cruzeiro é uma grande equipe e vai ser difícil conseguirmos a vaga. Por isso, temos que buscar o gol sim, mas sempre com uma dose de cautela. Não podemos nos esquecer que se tomarmos um gol ou mais a situação vai se complicar para a gente’’, observou o meia Luís Carlos Goiano.
Além de querer dos seus jogadores a mesma eficiência ofensiva de domingo contra o Paraná, o técnico Oswaldo Alvarez quer também a mesma empolgação demonstrada na segunda etapa do jogo. O treinador até tem arrepios de lembrar da atuação rubro-negra na primeira partida contra os mineiros. ‘‘Foi um jogo atípico, em que não estivemos bem os 90 minutos, estando sem velocidade e sem empolgação. Isso não pode se repetir de forma alguma’’.

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