São Paulo - Na temporada 2010 da Fórmula 1, o marasmo na etapa do Bahrein gerou um clima de desespero que resultou na asa traseira móvel, que tem, basicamente, a mesma função do duto aerodinâmico - flexionar uma das lâminas do aerofólio para gerar um ganho de velocidade nas retas. Até aí, tudo bem. A diferença é que todos os carros contarão com ela, mas nem sempre poderão usá-la.
De acordo com as regras da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), organização responsável pela competição, a asa traseira móvel poderá ser usada em treinos e classificações (a qualquer momento, como ocorria com o duto ano passado). Já nas corridas, poderá ser acionada apenas pelo piloto que estiver a menos de um segundo do concorrente que vai a sua frente.
A FIA pintará duas linhas no chão no ponto de frenagem da curva que precede a reta designada pela entidade como ponto de ultrapassagem, marcando essa distância de um segundo. Se ambos os carros estiverem entre essas duas linhas, a asa poderá ser acionada. O equipamento também poderá ser utilizado nos últimos 600m da reta designada pela FIA como ponto de ultrapassagem. O piloto só pode apertar o botão quando passar por uma 3 linha, já na reta, que indica o início da zona de ultrapassagem. Independentemente da distância entre os pilotos, a asa não poderá ser acionada nas duas primeiras voltas após a largada e as relargadas, depois de períodos de Safety Car.

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