Uruguaios apostam na força da sua defesa
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terça-feira, 20 de julho de 2004
Agência Estado 
Lima - Respeito é bom e todo muito gosta. Na frase surrada está a grande arma do Uruguai para tentar passar pelo Brasil e chegar à decisão da Copa América. Ao contrário do México, que menosprezou os pentacampeões mundiais e acabou levando goleada por 4 a 0, os comandados de Jorge Fossatti não escondem a grande preocupação com a seleção de Carlos Alberto Parreira. Sabem que partir para o ataque é suicídio e adotaram a defesa como forma de atuar.
''Vamos trancar a defesa e jogar a chave fora'', disse Fossatti, na chegada do Uruguai a Lima, que apesar do grande preocupação com os brasileiros, exige respeito a sua seleção. ''Demonstramos diante do Paraguai (vitória por 3 a 1) que não estamos mortos.''
O treinador, porém, pode ter importantes desfalques na defesa. O capitão Paolo Montero ainda se recupera de gastrite e Joe Bizera está com entorse no tornozelo. No último treino antes do duelo, ontem, Fossatti não permitiu a presença da imprensa. Esconde a possível armação defensiva.
Garantiu, porém, não fazer marcação individual. ''Se marcamos o Adriano, aparece o Luís Fabiano. Se tentamos neutralizá-lo, surge o Alex. Temos é de jogar organizado.''
Já o meia Diego Forlán deixa de lado o discurso defensivo e aposta na força da garra uruguaia. ''Sempre lembram do Maracanazo, mas hoje são outros tempos'', afirmou. ''Porém, é um clássico e ninguém chega como favorito.''


