A fanática torcida uruguaia mostrou sua cara também em Londrina, durante o dramático jogo contra a Itália, ontem à tarde, que definiu a classificação celeste às oitavas de final da Copa. A empresária Lilián Fructos reuniu as filhas Gabriela e Gimena para dar uma força extra aos comandados de Oscar Tabarez. O trio sofreu e apoiou a seleção de seu país o tempo todo e ao final comemorou junto o resultado.
"Com certeza, valeu o sofrimento. A emoção foi muito grande e ainda bem que o Uruguai conseguiu a classificação", comemorou Gimena. A mãe Lilián era a mais entusiasmada. "Acredito que a primeira parte da missão foi cumprida", disse ela, já projetando vida mais longa à Celeste. "Agora vai ficar mais difícil, pois se classificaram os melhores de cada grupo. Vai precisar de muito mais concentração e um pouco de sorte também", receitou a empresária, que mora em Londrina já há 11 anos e no início deste ano abriu a Cabo Polonio Alfajores, na região central da cidade, que ontem tornou-se QG da torcida uruguaia.
Se depois dos 90 minutos, o clima era de alívio, enquanto a bola estava rolando não faltou sofrimento. Cada ataque da Itália era um sufoco. Quando o jogo estava 0 a 0, valeu até recorrer a uma superstição, que segundo as filhas, deu certo nos jogos anteriores. Gimena e Gabriela "mandaram" a mãe para a cozinha para dar sorte ao Uruguai. "Contra a Inglaterra deu certo. A gente estava em casa, mandamos ela para o banheiro e o Suárez fez o gol da vitória", lembrou, em tom de brincadeira.
Os olhos do trio não desgrudavam da TV. "Um golzinho só", pedia a mãe, quase que implorando, depois de uma chance desperdiçada por Cristian Rodríguez, no início do segundo tempo.
E depois de tanto sofrer, veio o alívio, aos 35 minutos, com o gol do zagueiro Godín. A explosão foi quase que ensaiada. "Ai, que alegria", exclamou Gimena. "Agora, temos que segurar", cobrou ela, já com lágrimas nos olhos. Até a pequena Manuela, de 1 ano e 2 meses, filha de Gabriela, vibrou.
Para Gabriela, apesar da euforia pela classificação, ainda é cedo para pensar em novo "Maracanazzo". "Será difícil, mas se chegar até lá, com certeza estaremos no Maracanã, nem que seja para ficar do lado de fora", garantiu.

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